Governo federal intensifica fiscalização contra preços abusivos de combustíveis em todo o país
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, anunciou nesta terça-feira (17) uma ação coordenada do governo federal para combater preços abusivos de combustíveis em postos de todo o Brasil. A Polícia Federal instaurou um inquérito para investigar possíveis irregularidades, enquanto a Secretaria Nacional do Consumidor mobilizou os Procons estaduais para reforçar a fiscalização.
Operação nacional da ANP em nove estados e Distrito Federal
Paralelamente, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) iniciou uma operação de fiscalização em nove estados e no Distrito Federal, focando não apenas nos valores cobrados, mas também na qualidade dos combustíveis e na quantidade fornecida pelas bombas. Os estados envolvidos são Amazonas, Bahia, Distrito Federal, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo.
Segundo o ministro Wellington César, o Ministério de Minas e Energia e os ministérios públicos estaduais também estão participando ativamente desse esforço conjunto. A medida visa garantir que os consumidores não sejam prejudicados por práticas comerciais ilegais em um momento de alta pressão nos preços.
Contexto das medidas recentes do governo
Esta intensificação da fiscalização ocorre após o governo federal anunciar, na semana passada, um pacote de medidas para conter o impacto da guerra no Irã no preço do diesel e, consequentemente, na inflação de produtos que dependem desse combustível para chegar aos consumidores. As medidas, assinadas pelo presidente Lula, entraram em vigor com publicação no Diário Oficial da União em edição extra na quinta-feira (12).
O pacote inclui:
- Um decreto que zera as alíquotas do PIS/Cofins incidentes sobre óleo diesel, representando uma redução de R$ 0,32 por litro.
- Uma medida provisória que prevê o pagamento de uma subvenção a produtores e importadores de diesel, no valor de R$ 0,32 por litro.
- A tributação, via medida provisória, da exportação de petróleo para ampliar o refino interno e garantir o abastecimento.
- Um decreto que determina sinalização clara e visível nos postos, informando a redução dos tributos federais e do preço devido à subvenção.
Foco no diesel e impacto econômico
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacou que a maior preocupação do governo é com o diesel, pois ele afeta diretamente as cadeias produtivas. “A maior pressão vem do diesel, e não da gasolina. É com o diesel que estamos mais preocupados, pelo fato de afetar as cadeias produtivas de forma mais enfática. Escoamento da safra é feito por caminhões a diesel, o plantio é feito com maquinário que usa diesel”, explicou Haddad.
Com as medidas, o governo espera gerar um alívio de R$ 0,64 por litro de diesel nas bombas. A renúncia fiscal com a eliminação dos impostos federais sobre o diesel, segundo Haddad, será de cerca de R$ 20 bilhões, eliminando os dois únicos tributos federais cobrados sobre o combustível.
Essa ação reforça o compromisso do governo em monitorar de perto o setor de combustíveis, assegurando que as reduções de impostos e subvenções sejam repassadas aos consumidores finais, mitigando os efeitos inflacionários e protegendo a economia nacional.



