Petróleo dispara e Bolsas caem após Trump reafirmar continuidade da guerra
Petróleo sobe e Bolsas caem após discurso de Trump sobre guerra

Mercados reagem com volatilidade após declarações de Trump sobre guerra

Os investidores internacionais demonstraram apreensão nesta quinta-feira após o presidente americano Donald Trump reafirmar a continuidade da guerra no Oriente Médio durante pronunciamento na noite anterior. A incerteza gerada pelas declarações presidenciais provocou movimentos significativos nos mercados financeiros globais, com destaque para a forte alta do petróleo e quedas generalizadas nas principais bolsas de valores.

Petróleo em alta e bolsas em queda

O barril de petróleo Brent registrou valorização expressiva de mais de 7% durante a manhã desta quinta-feira, alcançando a cotação de US$ 108,86. O movimento ascendente ocorre em meio a novas ameaças de bombardeios americanos contra o Irã, que mantêm a tensão geopolítica em níveis elevados. Paralelamente, os futuros das principais bolsas americanas apresentaram quedas superiores a 1%, refletindo o pessimismo dos investidores diante da perspectiva de prolongamento do conflito.

Os índices europeus acompanharam a tendência negativa, com destaque para o Dax de Frankfurt, que recuou 1,85%, e o Euro Stoxx 50, que caiu 1,81%. No mercado asiático, o Nikkei de Tóquio registrou queda de 2,38%, enquanto o índice chinês CSI 300 recuou 1,04%.

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Mudança abrupta de cenário

A reação dos mercados representa uma virada abrupta em relação ao otimismo observado na véspera, quando investidores haviam interpretado declarações anteriores de Trump como indicativas de que a guerra estaria próxima do fim. O presidente americano havia sugerido que a suspensão do conflito por parte dos Estados Unidos não dependeria da reabertura do Estreito de Ormuz, via crucial para o fluxo global de petróleo.

"O mercado financeiro finalmente compreendeu que o prazo de 'mais duas ou três semanas' de conflito mencionado por Trump não corresponde à realidade", analisam especialistas. Essa percepção mais realista sobre a duração da guerra contribuiu decisivamente para as quedas registradas nas bolsas de valores.

Impacto no mercado brasileiro

O EWZ, fundo que representa as ações brasileiras negociadas em Nova York, acompanhou o movimento de baixa global, recuando mais de 1% no pré-mercado. A agenda econômica doméstica apresenta poucos destaques nesta quinta-feira, com foco principal na divulgação dos dados de produção industrial.

Analistas destacam ainda um fator adicional que contribui para a volatilidade: a aproximação do feriado de Páscoa no mundo cristão. É comum que investidores adotem estratégias defensivas quando os mercados permanecem fechados por vários dias consecutivos, movimento que ganha força adicional em momentos de incerteza geopolítica como o atual.

Principais movimentos do mercado

  • Futuros S&P 500: -1,34%
  • Futuros Nasdaq: -1,72%
  • Futuros Dow Jones: -1,14%
  • Brent: +7,61%, a US$ 108,86 o barril
  • Minério de ferro: +0,05%, a US$ 106,35 por tonelada

A agenda econômica do dia inclui a publicação dos pedidos semanais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos e o anúncio da balança comercial americana referente a fevereiro. Além disso, autoridades do Federal Reserve participarão de eventos ao longo do dia, com discursos que serão acompanhados atentamente pelos mercados.

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