Setor de fertilizantes enfrenta desafios em 2026 com previsão de queda de 15% nas entregas
O setor de fertilizantes no Brasil está diante de um cenário desafiador para o ano de 2026, com uma estimativa de queda de 15% no volume entregue após um período de movimentação recorde em 2025. Essa projeção preocupante surge em um contexto marcado por múltiplos fatores adversos que impactam diretamente a cadeia produtiva agrícola nacional.
Fatores que pressionam o setor
Entre os principais elementos que contribuem para essa perspectiva negativa, destacam-se três questões centrais:
- A cobrança de PIS e Cofins sobre os fertilizantes, que aumenta os custos para produtores e distribuidores
- A medida provisória que institui o frete mínimo, elevando as despesas logísticas em todo o território nacional
- A guerra no Oriente Médio, que continua a impactar o setor através da volatilidade nos preços internacionais e na disponibilidade de insumos
Esses fatores combinados criam um ambiente de incerteza e pressão financeira para agricultores de todos os portes, desde pequenos produtores familiares até grandes empreendimentos agroindustriais.
Contexto econômico e perspectivas
O ano de 2025 havia sido marcado por uma movimentação excepcional no mercado de fertilizantes, com volumes recordes de entregas que sustentaram a produção agrícola brasileira. No entanto, a virada para 2026 apresenta um quadro substancialmente diferente, com expectativas mais conservadoras e cautelosas por parte dos agentes do setor.
Analistas apontam que a conjunção de fatores internos e externos pode comprometer não apenas a rentabilidade das operações com fertilizantes, mas também a produtividade das safras brasileiras, que dependem criticamente desses insumos para manter seus níveis competitivos no mercado internacional.
O cenário exige atenção constante dos produtores rurais, que precisam adaptar suas estratégias de compra e aplicação de fertilizantes diante das novas condições de mercado. A gestão eficiente de custos torna-se cada vez mais crucial para manter a viabilidade econômica das atividades agrícolas em um contexto de preços voláteis e disponibilidade incerta.



