Empresária viraliza com reclamação sobre açougue em Araguaína; vídeo tem 70 mil views
Empresária viraliza após reclamação em açougue de Araguaína

A empresária Larissa Tavares se tornou viral nas redes sociais após relatar uma experiência frustrante em um açougue de Araguaína, no norte do Tocantins. Seu desabafo em vídeo ultrapassou a marca de 70 mil visualizações e reacendeu o debate sobre a relação de confiança entre estabelecimentos e clientes.

O incidente que gerou indignação

No vídeo que viralizou, Larissa conta que pediu um corte específico de carne, a alcatra para bife, bem fina. No entanto, ao receber o produto, percebeu que estava diferente. “Aí eu disse: ‘isso é alcatra?’”, questionou. O atendente teria admitido um equívoco, afirmando que havia colocado maminha no lugar.

A situação se prolongou quando, após a reclamação, ela precisou aguardar mais 10 a 15 minutos para que o pedido correto fosse preparado. “Eu fico perplexa de como as pessoas têm coragem de passar as pernas assim”, desabafou a empresária, que optou por não revelar o nome do estabelecimento. Por isso, o g1 não conseguiu localizar o açougue para um posicionamento.

Problema recorrente e percepção de desrespeito

Em conversa com o g1, Larissa Tavares afirmou que a confusão é frequente naquele mesmo local, que ela frequenta por ser mais acessível. “Já fui várias vezes passada para trás”, explicou. Ela destacou a necessidade de os consumidores estarem sempre atentos à qualidade do produto que estão levando.

Além disso, a empresária fez um alerta sobre uma percepção de diferença no atendimento. Ela acredita que há um tratamento distinto quando o cliente é uma mulher. “Acham que a gente não entende”, lamentou, sugerindo uma possível subestimação do conhecimento feminino sobre cortes de carne.

Visão do setor e alerta ao consumidor

O g1 também ouviu um especialista do ramo para entender possíveis razões para tais confusões. Ivanildo Santiago, empresário do setor de açougues em Palmas, admitiu que erros podem acontecer, mas ponderou que a situação nem sempre é má-fé.

Ele explicou que a qualidade do corte pode variar muito, dependendo do animal. “Tem gado próprio para corte e tem gado que não é para consumo. Depende muito. Tem picanha dura e macia, por exemplo. Às vezes, não foi errado, tem carne que é dura mesmo”, afirmou Santiago.

O caso viralizado serve como um alerta importante para os consumidores. A exposição nas redes sociais mostra o poder que a voz do cliente tem hoje e reforça a importância de:

  • Exigir clareza no momento da compra.
  • Verificar o produto recebido antes de deixar o estabelecimento.
  • Questionar quando algo não estiver de acordo com o pedido.

O conteúdo de Larissa Tavares, portanto, vai além do desabafo pessoal. Ele viralizou por tocar em uma dor comum a muitos consumidores e por colocar em pauta questões sobre qualidade, atendimento e transparência no comércio local.