Música de IA ironiza prisão de Maduro e viraliza com ritmo chavista
Música de IA ironiza prisão de Maduro e viraliza

Música de IA satiriza prisão de Maduro e questiona aliados internacionais

Uma música criada por inteligência artificial, que ironiza a situação de Nicolás Maduro, presidente deposto da Venezuela, tem viralizado nas redes sociais. A canção, produzida pelo criador Miguel Alejandro Herrera, questiona de forma ácida onde estão os aliados internacionais de Maduro, como China e Rússia, que não agiram para auxiliá-lo após sua captura pelos Estados Unidos.

Ritmo familiar contrasta com danças polêmicas do ex-presidente

O ritmo da música é propositalmente familiar, imitando os jingles utilizados pelo regime chavista que costumavam ser acompanhados pelos passos de dança de Maduro em comícios. Essas performances, que irritaram o ex-presidente americano Donald Trump, agora são contrastadas com a letra que celebra a queda do líder venezuelano.

Em entrevista ao jornal americano The New York Times, Herrera explicou que a música é uma celebração da prisão de Maduro e uma crítica contundente aos países que o apoiavam. Desde sua publicação em 8 de janeiro, o vídeo já alcançou números impressionantes:

  • Mais de 11 milhões de visualizações no TikTok
  • Cinco milhões de visualizações no Instagram
  • Milhares de comentários comemorando a captura

Contexto político e repercussão nas redes sociais

Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram presos pelos Estados Unidos e responderão a acusações de narcoterrorismo em um tribunal de Nova York. Antes da captura, o ex-presidente era conhecido por suas aparições dançando e cantando em eventos públicos, incluindo performances de músicas como Don't Worry, Be Happy e o hino pacifista Imagine.

A repercussão da música de Herrera contrasta com a narrativa do governo interino venezuelano, que alega que multidões foram às ruas pedir a libertação de Maduro. Nas redes sociais, no entanto, o vídeo tem dado voz a milhares de venezuelanos que fugiram do país devido à crise econômica e às violações de direitos humanos.

"Eu digo o que as pessoas dentro da Venezuela não podem dizer", afirmou Herrera ao NYT. "Muitas pessoas me escrevem dizendo que guardaram a música para quando puderem tocá-la em alto volume nas ruas."