Lola e Morana: como o Brasil lidera tendências em bijuterias de verão
Brasil lidera tendências em bijuterias com Lola e Morana

O Brasil não é apenas referência em jeans e moda praia. Quando o assunto é balangandãs e acessórios cheios de personalidade, o país também se destaca no cenário de estilo. Uma visita casual a um shopping no Rio de Janeiro revelou uma verdadeira joia escondida, confirmando essa vocação nacional para criar peças irresistíveis.

Uma descoberta no shopping da Gávea

Durante uma passagem rotineira pelo shopping da Gávea, uma vitrine colorida e repleta de detalhes chamou a atenção. No lugar de uma antiga papelaria, agora brilhavam cordões com olhos gregos, pingentes em formato de cavalo-marinho, conchas e muito mais. A cena foi tão cativante que fez com que planos anteriores, como uma discussão no banco ou pesquisa de preços, fossem instantaneamente esquecidos.

A loja que conquistou esse olhar é a Lola. Ao entrar, a vendedora Ana, também marketeira e poeta, contou a história por trás da marca. A criadora é Michele Coelho, conhecida como Mimi Coelho, que antes era a mente por trás das bijoux da famosa marca Farm. Com a demanda crescendo, seu trabalho evoluiu para uma marca independente, mas sem romper os laços com a Farm. Os preços das peças encantadoras giram em torno de R$ 150. A loja era pequena, mas o movimento intenso – uma multidão entrando – comprovou o sucesso da iniciativa.

Gigantes do setor também apostam no tema

O fascínio por acessórios com inspiração na natureza, especialmente no mar, não é exclusividade de marcas jovens. A Morana, uma gigante do ramo fundada em 2002 e com mais de 300 lojas no país, também mergulhou nessa tendência. A marca lançou a coleção Fresh Vibes, trazendo para o alto-verão pérolas, conchas e elementos orgânicos que dialogam com referências marítimas e celestes.

Segundo Nara Dutra, Head de Marketing e E-commerce da Morana, a coleção é um convite para viver o verão com mais espontaneidade. "Pensamos em uma coleção versátil, que dialoga com diferentes estilos e ocasiões, mas sempre com esse frescor e brilho que são a essência da estação e da Morana", explica a executiva.

A rica história da bijuteria nacional

O cenário atual é herdeiro de uma longa tradição. A história da bijuteria de autor no Brasil tem marcos importantes. Um dos primeiros foi a Bijou Box, que funcionava em uma casa em Ipanema, nos fundos do quintal da estilista Zuzu Angel. Ali, Ethel Moura Costa criava colares, brincos e grinaldas originais.

Depois, ganhou destaque o trabalho da paulista Rose Benedetti. Em tempos mais recentes, nomes como Claudia Duarte, que transforma folhas em pingentes preciosos, e a marca Fruto Proibido, com seu estilo que mistura miçangas, pérolas, brinquedos e personagens, continuam a alimentar essa cena criativa e apaixonante.

Desde os tempos das descobertas, com os espelhinhos que encantavam, até a criatividade inata das tribos indígenas expressa em cocares e adereços, o brasileiro sempre teve um caso de amor com a ornamentação. Hoje, essa paixão se materializa em vitrines como a da Lola e em coleções de grandes redes como a Morana, provando que o país segue firme na criação de tendências de estilo para o mundo.