Stênio Garcia expõe disputa familiar por imóvel na Justiça
O renomado ator Stênio Garcia, de 93 anos, se manifestou publicamente sobre o processo judicial que move contra suas duas filhas, Cássia Piovesan e Gaya Piovesan. A controvérsia gira em torno de um apartamento localizado na Zona Sul do Rio de Janeiro, sobre o qual o veterano artista afirma ter usufruto vitalício exclusivo, um direito que considera inviolável.
Revelação do aluguel não autorizado em 2019
Em um vídeo emocionado publicado nas redes sociais na sexta-feira, 27 de março, Garcia detalhou que o imóvel teria sido alugado em 2019 sem o seu conhecimento ou consentimento. O ator expressou profunda indignação ao descobrir que a mãe de suas filhas, em conluio com elas, realizou a locação e assinou documentos que transferiam os rendimentos do aluguel para si mesma.
"É com profunda indignação que venho me manifestar a título de informação. O usufruto é um direito inalienável e inafiançável. Nada e ninguém pode violar o direito do usufruto", declarou o ator na legenda do vídeo. Ele enfatizou que a situação o levou a acionar a Justiça em outubro de 2025, mas que até o momento não obteve resolução.
Impacto na saúde e apoio familiar
Stênio Garcia relatou que o caso tem causado sérios danos à sua saúde e bem-estar. Ele afirmou que após a exposição pública do processo, que considera ter sido invadido e divulgado de forma errônea, precisou ser hospitalizado devido ao estresse e à pressão emocional. "Ninguém aguenta essa pressão. Fui julgado como cruel e até minha vida foi ameaçada", desabafou.
O ator também revelou que atualmente vive de sua aposentadoria e do apoio da família de sua esposa, Marilene Saade. "Se não fosse a família Saade, eu já teria morrido no SUS, pois tenho muitos problemas de saúde em decorrência da idade", confessou, destacando a importância desse suporte em meio aos problemas judiciais e de saúde.
Contexto familiar e jurídico
A disputa judicial expõe tensões familiares profundas, com Garcia afirmando ter criado as filhas sozinho e dado tudo para elas. O caso levanta questões sobre direitos de usufruto, responsabilidades familiares e os limites da exposição pública de processos judiciais. O apartamento em questão, localizado em área nobre do Rio, representa não apenas um patrimônio, mas também símbolo de conflitos que transcendem o aspecto material.
O processo continua tramitando na Justiça, enquanto Stênio Garcia aguarda uma definição que respeite seu direito vitalício ao imóvel. A situação serve como alerta sobre as complexidades jurídicas e emocionais que podem surgir em disputas familiares envolvendo patrimônio, especialmente quando figuras públicas estão envolvidas.



