Jornalista Canalha revela pobreza extrema após saída da ESPN e vive de aposentadoria
Canalha vive pobreza extrema após ESPN e depende de aposentadoria

Jornalista Canalha desabafa sobre pobreza extrema após deixar a ESPN em 2019

O renomado jornalista João Carlos Albuquerque, amplamente conhecido pelo apelido Canalha, fez uma revelação impactante sobre sua situação financeira atual. Aos 70 anos, ele admitiu enfrentar uma fase de instabilidade econômica profunda desde que se desligou da ESPN há cinco anos. Em entrevista concedida ao Canal Futboteco, o profissional não poupou detalhes ao descrever a realidade que vive atualmente.

"Estou extremamente pobre", declara o jornalista

Com uma franqueza que chocou muitos, Canalha afirmou: "Toda vez que posso, não estou podendo, porque estou pobre. Pobre, não, estou extremamente pobre, porque o dinheiro acaba". Ele revelou que sua principal fonte de renda atualmente é a aposentadoria do governo, complementada ocasionalmente por apresentações como músico. O jornalista ainda expressou esperança de receber um benefício um pouco melhor no futuro, mas destacou a incerteza que permeia sua situação.

Ausência de convites após saída da emissora

Figura marcante da ESPN por quase duas décadas, Canalha contou que, após sua saída, não recebeu nenhuma proposta de outros veículos de comunicação tradicionais. Ele atribuiu esse afastamento ao cenário político da época, sugerindo que houve uma espécie de "limpeza" na área. "Quando estavam preparando o terreno para o último presidente [Jair Bolsonaro], eles deram uma limpada na área. Na televisão, eu era um dos que falavam o que me vinha na cabeça", explicou o jornalista, indicando que sua postura franca pode ter contribuído para o isolamento profissional.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Colegas de profissão enfrentam realidade similar

Além de sua própria experiência, Canalha mencionou que outros colegas jornalistas também passam por dificuldades financeiras significativas. Ele citou exemplos de profissionais que trabalharam em grandes emissoras, como a Globo, e hoje sobrevivem com aposentadorias modestas, em torno de R$ 3 mil a R$ 3,5 mil. "Conheço alguns jornalistas que trabalharam na Globo, foram famosos, que estão vivendo de aposentadoria de três paus", relatou, usando uma expressão coloquial para ilustrar a precariedade.

Música como válvula de escape financeira

Apesar das adversidades, o jornalista encontrou na música uma forma de complementar sua renda. Canalha descreveu como "ganha um dinheirinho tocando em barco" e, eventualmente, é convidado para se apresentar em casas particulares durante festas de aniversário. Essas ocasiões esporádicas representam momentos de alívio em sua crise financeira, permitindo que ele continue ativo artisticamente enquanto mantém projetos independentes.

A história de Canalha serve como um alerta sobre as incertezas que podem assombrar profissionais do jornalismo após longas carreiras em grandes veículos, especialmente em um contexto de mudanças políticas e econômicas. Sua trajetória recente evidencia os desafios de reinvenção e sobrevivência em uma indústria midiática em constante transformação.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar