Festival Internacional de Graffiti Bahia de Todas as Cores celebra oitava edição em Salvador com tema 'Tecnologia Ancestral'
O Festival Internacional de Graffiti Bahia de Todas as Cores (BTC) chega à sua 8ª edição entre quinta-feira, 26 de março, e domingo, 29 de março, na capital baiana. Com entrada completamente gratuita, o evento ocupará o Terminal da Barroquinha, no Centro Histórico, e se estenderá ao bairro de Massaranduba, no Subúrbio Ferroviário, promovendo uma intensa programação cultural que inclui intervenções artísticas, apresentações musicais, debates profundos e atividades formativas para todos os públicos.
Mais de 100 artistas transformam espaços públicos com arte urbana
Ao todo, mais de 100 artistas participam desta edição, sendo que sessenta foram selecionados através de uma convocatória pública com curadoria do Coletivo Vai e Faz, enquanto outros quarenta atuam de forma independente. As intervenções estarão espalhadas entre o Centro e o Rio Vermelho, ampliando significativamente a circulação cultural pela cidade e fortalecendo o diálogo entre arte, território e comunidade local.
Durante os quatro dias de festival, o público poderá acompanhar em tempo real a produção de painéis de graffiti, além de participar de oficinas criativas, debates envolventes e diversas ações culturais. Entre os nomes de destaque confirmados estão artistas renomados como Witch, Lu Bicalho, Shock e Manuel Gerullis, que trarão suas visões únicas para as paredes de Salvador.
Paridade de gênero e compromisso social marcam a edição 2026
A edição deste ano do BTC é histórica por alcançar a paridade de gênero entre os artistas participantes, refletindo a crescente e importante presença de mulheres no cenário do graffiti nacional. Este avanço é resultado direto de iniciativas como a plataforma Flor de Cacto, que apoia ativamente a formação e o fortalecimento de mulheres na arte urbana.
O festival também reforça seu compromisso social com ações concretas de redução de danos e uma política de tolerância zero ao assédio. Especialistas participarão de atividades educativas focadas em cuidado, segurança e responsabilidade nos espaços culturais, garantindo um ambiente acolhedor e respeitoso para todos.
Vivência coletiva no Subúrbio Ferroviário e homenagem a Salvador
No Subúrbio Ferroviário, o BTC realizará uma grande vivência coletiva no bairro de Massaranduba, na sede do Coletivo Musas. Esta atividade reunirá artistas e moradores em uma intervenção urbana colaborativa, acompanhada de uma feijoada comunitária que reforça os vínculos entre cultura e transformação social.
No dia 29 de março, que coincide com o aniversário de Salvador, o festival promoverá uma ação especial em homenagem à cidade, conectando arte urbana, memória coletiva e identidade cultural de forma profunda e significativa.
Programação musical diversificada no BTC Sound Fest
A programação musical acontecerá na Praça Tereza Batista, no Pelourinho, com o BTC Sound Fest. Entre as atrações confirmadas estão ícones como BNegão, Freelion e Fragmentos de Samba, além do Circuito Sound System liderado pelo Ministereo Público, pioneiro do estilo na Bahia.
Coletivos musicais de destaque também participarão, incluindo Respiro Soundz Dub System, Setembro Sistema de Som, Jahmin Sound System e Vidas Negras Sistema de Som. As apresentações incluirão batalhas emocionantes e encontros musicais intimamente ligados à cultura urbana contemporânea.
Agenda completa com masterclasses, debates e tradições
Além das intervenções e shows, a agenda do festival contará com masterclasses especializadas, debates sobre arte e redes sociais, vivências práticas de graffiti e a pintura oficial do circuito BTC 2026. A tradicional foto coletiva com todos os artistas participantes encerrará as atividades, simbolizando a união e a diversidade deste evento.
Com mais de dez anos de atuação, o BTC celebra a arte urbana e a identidade cultural, consolidando-se como um dos principais festivais de arte urbana do país. A edição 2026 reforça o caráter itinerante do projeto, promovendo a ocupação criativa de espaços públicos e fortalecendo o diálogo entre arte, território e comunidade de maneira inovadora e inclusiva.



