Lenda do basquete Oscar Schmidt morre aos 68 anos após longa batalha contra tumor cerebral
Oscar Schmidt morre aos 68 anos após batalha contra tumor cerebral

Lenda do basquete Oscar Schmidt morre aos 68 anos em São Paulo

Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial, faleceu nesta sexta-feira (17 de abril de 2026) em São Paulo, após enfrentar um tumor cerebral por aproximadamente 15 anos. O atleta de 68 anos passou por um mal-estar que culminou em seu falecimento, conforme informado por sua assessoria.

Legado que transcende as quadras

Reconhecido por sua trajetória brilhante dentro das quadras e por sua personalidade marcante fora delas, Oscar deixa um legado que vai além do esporte e inspira gerações de atletas e admiradores no Brasil e internacionalmente. A despedida será realizada de forma reservada, restrita aos familiares, respeitando o desejo da família por um momento íntimo de recolhimento.

Trajetória desde os primeiros passos

Oscar Daniel Bezerra Schmidt nasceu no dia 16 de fevereiro de 1958, na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte. Seu interesse pelo basquete começou aos 13 anos, após se mudar para Brasília, onde foi incentivado pelo técnico Zezão a procurar o Clube Vizinhança, treinado por Laurindo Miura.

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Em 1974, aos 16 anos, Oscar mudou-se para São Paulo para iniciar sua carreira no infanto-juvenil do Palmeiras. Sua ascensão foi rápida:

  • Convocado para a seleção juvenil de basquete em 1977
  • Eleito melhor pivô do sul-americano juvenil
  • Campeão sul-americano e medalhista de bronze pela seleção principal do Brasil

Conquistas internacionais e marcas históricas

Em 1979, Oscar conquistou um dos títulos mais importantes de sua carreira: a Copa William Jones, o mundial interclubes de basquete. Sua trajetória olímpica incluiu cinco participações consecutivas:

  1. Moscou (1980)
  2. Los Angeles (1984)
  3. Seul (1988)
  4. Barcelona (1992)
  5. Atlanta (1996)

Sempre se destacando como cestinha da competição em cada uma dessas edições.

O atleta também teve uma passagem significativa pela Itália, onde jogou 11 temporadas - oito pelo Juvecaserta e três pelo Pavia.

Retorno ao Brasil e recordes históricos

Em 1995, Oscar decidiu retornar para o Brasil, passando a jogar no Corinthians, onde conquistou em 1996 o oitavo título brasileiro de sua carreira. Posteriormente, atuou por:

  • Banco Bandeirantes (1997-1998)
  • Mackenzie (1998-1999)
  • Flamengo (1999-2003)

No rubro-negro, alcançou uma das marcas mais expressivas de sua carreira: tornou-se o maior cestinha da história do basquete, com 49.737 pontos, superando a marca anterior de Kareem Abdul-Jabbar, que tinha 46.725 pontos.

Reconhecimentos e vida após as quadras

Em 1991, Oscar foi nomeado um dos 50 Maiores Jogadores de Basquete pela Fédération Internationale de Basketball (Fiba) e posteriormente integrou o prestigiado Hall da Fama da NBA. Após se aposentar das quadras em 2003, dedicou-se a palestras, atividade que assumiu com entusiasmo.

Em 2022, aos 64 anos, recebeu a equipe do Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, em sua casa em São Paulo. Em meio a uma sala repleta de medalhas e troféus, compartilhou: "Eu não acho que eu tenho 64 anos. Eu vivo minha vida intensamente, mas por outro lado, calmamente". Sobre suas palestras, complementou: "Eu adoro fazer palestra que eu vejo os olhos das pessoas olhando assim para mim, batendo palma. E eu estou contando a minha história para eles. Isso repõe, em parte, tudo aquilo que eu perdi parando de jogar".

A morte de Oscar Schmidt representa uma perda irreparável para o esporte brasileiro e mundial, deixando um vazio que será sentido por todos que acompanharam sua trajetória excepcional dentro e fora das quadras.

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