O sorteio realizado na quinta-feira, 19 de março de 2026, definiu os grupos da Copa Libertadores da América para a edição deste ano, estabelecendo os adversários das seis equipes brasileiras que permaneceram na competição após as eliminações do Bahia e do Botafogo na fase prévia. A análise imediata revela uma clara divisão entre os clubes nacionais que receberam chaves mais acessíveis e aqueles que terão uma jornada extremamente árdua desde o início.
Os favorecidos pelo sorteio
No lado dos que se deram bem, destacam-se o Flamengo, atual campeão da América em 2025. O Rubro-Negro caiu no Grupo A, onde enfrentará o Estudiantes da Argentina, que possui tradição mas não vive seu melhor momento, além do Cusco do Peru e do Independiente Medellín da Colômbia. A maior preocupação rubro-negra será a logística para a partida no Peru, mas, tecnicamente, o time é considerado amplamente superior aos seus adversários.
O Palmeiras, por sua vez, teve um caminho teoricamente mais tranquilo desenhado, embora os detalhes de seu grupo não tenham sido explicitados no material original. A análise geral aponta para uma vantagem considerável do elenco alviverde em relação aos seus oponentes.
Fluminense e Corinthians com obrigação de classificação
O Fluminense foi sorteado para o Grupo C, um conjunto muito convidativo tecnicamente, com Bolívar da Bolívia, Deportivo La Guaira da Venezuela e Independiente Rivadavia da Argentina. O maior obstáculo para o Tricolor carioca não será um time, mas sim a famosa altitude de La Paz, onde enfrentará o Bolívar. Fora esse fator, a classificação é vista como obrigatória.
Já o Corinthians caiu no Grupo E, uma chave equilibrada, mas sem grandes bichos-papões considerados imbatíveis. O Timão enfrentará o clássico Peñarol do Uruguai – um confronto historicamente pesado, mas acessível atualmente –, além do Santa Fe da Colômbia e do estreante Platense da Argentina. O elenco corintiano é considerado capaz de garantir a primeira colocação sem sustos dramáticos.
Os desafios extremos de Mirassol e Cruzeiro
Do outro lado da moeda, estão os clubes que receberam os grupos mais difíceis, os chamados "grupos da morte". O Mirassol, que estreia na Libertadores, terá um verdadeiro batismo de fogo no Grupo G. A equipe do interior paulista enfrentará a LDU do Equador e o Always Ready da Bolívia, o que significa duelar com a altitude em dobro – tanto em Quito quanto em El Alto –, além de encarar o Lanús da Argentina, atual campeão da Copa Sul-Americana. É, de longe, considerado o grupo mais traiçoeiro fisicamente da competição.
Cruzeiro no grupo mais pesado
O Cruzeiro foi parar no que é amplamente considerado o grupo mais pesado de todos, o Grupo D. A Raposa terá pela frente o gigante Boca Juniors da Argentina, que dispensa apresentações, e fará visitas sempre desgastantes e tecnicamente competitivas ao Barcelona de Guayaquil do Equador e à Universidad Católica do Chile. É um grupo onde qualquer deslize mínimo pode custar caro e comprometer seriamente a vaga na próxima fase.
A disparidade financeira e de elenco entre os times brasileiros participantes é atualmente tão significativa que, em tese, todos são favoritos para, no mínimo, conquistar a segunda vaga de seus respectivos grupos. No entanto, o sorteio criou realidades muito distintas: enquanto alguns podem administrar suas forças, outros serão testados ao limite desde o primeiro apito.



