A proposta do governo dos Estados Unidos para que a Itália substitua o Irã na Copa do Mundo de 2026 gerou forte rejeição entre autoridades italianas. A sugestão foi feita pelo enviado especial dos EUA para Negócios Globais, Paolo Zampolli, que pediu à Fifa que reconsiderasse a participação iraniana no torneio, segundo o Financial Times.
Contexto da proposta
A Itália não conseguiu vaga para o Mundial após perder a repescagem para a Bósnia e Herzegovina. Enquanto isso, o Irã garantiu sua classificação em 2025 pelas Eliminatórias da Ásia. A discussão sobre a participação iraniana ganhou força após o início da guerra entre Irã e EUA, em fevereiro deste ano. A maior parte dos jogos da Copa será realizada em solo americano, com algumas partidas também no México e no Canadá.
Reações italianas
O ministro da Economia da Itália, Giancarlo Giorgetti, classificou a proposta como “vergonhosa”. Já o ministro do Esporte italiano afirmou à agência LaPresse que a ideia não é apropriada, pois a classificação deve ser decidida em campo. A declaração reforça o mal-estar nas relações entre Itália e EUA, que já estavam estremecidas desde que o presidente americano criticou o Papa Leão XIV.
Histórico de desclassificações
Esta é a terceira vez consecutiva que a Itália não se classifica para a Copa do Mundo. A ausência da seleção italiana, tetracampeã mundial, contrasta com a presença do Irã, que disputará o torneio após uma campanha sólida nas eliminatórias asiáticas.
A proposta de substituição foi recebida com indignação não apenas pelo governo, mas também por torcedores e ex-jogadores, que consideram a medida uma interferência política no esporte. A Fifa ainda não se pronunciou oficialmente sobre o pedido.



