Paixão de Cristo de Piracicaba inova com Maria como narradora e cena inédita de Tomé
A 36ª edição da Paixão de Cristo de Piracicaba, no interior de São Paulo, promete emocionar o público com mudanças significativas em relação aos anos anteriores. O evento, que acontece entre a próxima quarta-feira, 1º de abril, e o domingo, 5 de abril, no Parque Engenho Central, introduz uma narração conduzida por Maria, interpretada pela atriz Dani Torin, além de uma cena inédita que retrata o teste de fé do discípulo Tomé.
Maria assume a narração com sensibilidade materna
Nesta temporada, Maria oferecerá um novo olhar sobre a trajetória de Jesus Cristo, desde a anunciação até a ressurreição. A diretora Carla Sapuppo destaca que essa escolha é o ponto principal do espetáculo, enfatizando a sensibilidade única que uma mulher e mãe pode trazer ao contar a história. "Pega muito pelo emocional a questão de a Maria narrar essa história. Acho que as pessoas vão entrar na história, porque a sensibilidade de uma mulher contando, e essa mulher sendo Maria, vai envolver o público mais rapidamente", afirma Sapuppo. Ela acredita que o público se emocionará profundamente com essa abordagem inovadora.
Cena inédita de Tomé amplia drama e teologia
Pela primeira vez na Paixão de Cristo de Piracicaba, será apresentada a cena de Tomé, que retrata a dúvida do apóstolo diante da ressurreição de Cristo, vivido pelo ator Diego Borges. A inclusão deste episódio tem como objetivo enriquecer a dimensão dramática e teológica da encenação. "É o velho ditado que a gente diz: 'ver para crer'. Que é quando Tomé precisa ver as chagas de Cristo, ver os buracos dos pregos em suas mãos, para acreditar que Jesus tinha ressuscitado", explica a diretora, destacando como essa cena ressoa com temas universais de fé e crença.
Cenário remodelado com Templo de Jerusalém ao centro
Outra novidade está no cenário, que foi redesenhado para colocar o Templo de Jerusalém no centro da peça. Segundo Carla Sapuppo, essa mudança visa destacar a importância de Jerusalém na narrativa. "A gente quer que seja o centro da peça, o Templo de Jerusalém, que é o Sinédrio, porque ele tem uma escadaria, fica imponente. E também as casinhas que a gente sempre coloca no cenário, onde o povo fica, vão ficar em dois andares em volta da escadaria desse templo", detalha. A estrutura ocupa uma área impressionante de 8,5 mil metros quadrados, com três palcos fixos interligados por ambientações cenográficas.
Detalhes da organização e expectativas de público
A produção do espetáculo reúne cerca de 250 pessoas, incluindo atores, equipe técnica e profissionais de diversas áreas. A organização espera receber um total de 13,5 mil espectadores nas seis apresentações, com uma média de 2.250 pessoas por sessão. O acesso do público será pela Ponte Pênsil, na Avenida Beira Rio, e pelo Mirante, na Avenida Maurice Allain. As apresentações ocorrem sempre às 20h, com uma sessão extra na Sexta-feira Santa, às 17h. Os ingressos estão disponíveis online e na bilheteria do evento.
O espetáculo, com classificação livre e duração aproximada de duas horas, conta com 48 cenas que percorrem desde as profecias e o nascimento de Jesus até a crucificação e ascensão. A realização é da Associação Cultural e Teatral Guarantã, em parceria com a Prefeitura de Piracicaba, por meio das secretarias municipais de Cultura e Turismo, e do Governo Federal, via Ministério da Cultura. Esta edição promete ser uma experiência marcante, combinando tradição religiosa com inovações artísticas que buscam envolver e emocionar o público de todas as idades.



