Carla Perez se despede do Pipoca Doce em Salvador após 24 anos de carnaval infantil
Carla Perez se despede do Pipoca Doce no carnaval de Salvador

Carla Perez encerra ciclo histórico com Pipoca Doce no carnaval de Salvador

Em clima de despedida emocionante, a dançarina e apresentadora Carla Perez realizou neste domingo (15) sua última apresentação à frente do trio Pipoca Doce no carnaval de Salvador, marcando o fim de um ciclo que encantou diversas gerações ao longo de 24 anos. O evento ocorreu no circuito Osmar, no tradicional Campo Grande, com o tema "Sonho de Criança" que homenageou a rainha dos baixinhos, Xuxa Meneghel.

Trajetória de sucesso e transformação

Criado originalmente em 2000 como Algodão Doce, o projeto nasceu da paixão de Carla Perez pelo Carnaval baiano e rapidamente se tornou um dos destaques da folia infantil na capital. O sucesso foi tão expressivo que, em 2002, ganhou versão musical com o lançamento do álbum "Algodão Doce", marcando a estreia da artista como cantora. Posteriormente, vieram os trabalhos "Todos Iguais" (2005) e "Eletrokids" (2007), com repertório voltado ao público infantil inspirado em sucessos da música baiana.

O bloco acumulou reconhecimentos ao longo dos anos, recebendo o título Hors Concours no prêmio Dodô & Osmar por ser eleito o melhor na categoria por dez anos consecutivos. Em 2018, o projeto passou a se chamar Pipoca Doce e integrou oficialmente a programação de trios independentes da Prefeitura de Salvador, levando alegria ao público sem cordas.

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Legado de inclusão e amor às crianças

Carla Perez sempre destacou que a motivação para criar o bloco estava profundamente ligada à inclusão social. "Minha motivação para criar um bloco infantil na Avenida Campo Grande, ali pertinho de onde cresci e vivi minha infância e adolescência acompanhando o Carnaval de perto, sempre foi a inclusão", relembra a artista.

Ela complementa: "Meu desejo era incluir crianças especiais, crianças de instituições filantrópicas e crianças sem condições financeiras de estar dentro de um bloco de Carnaval". O projeto também se tornou um encontro anual com fãs de fora de Salvador, que viajam especificamente para viver a experiência da folia infantil.

Um dos aspectos mais tocantes da trajetória foi a manutenção, no carro de apoio, de um espaço reservado para crianças que não podiam acompanhar o trio devido a tratamentos de saúde, sempre acompanhadas por enfermeiros, familiares ou monitores. "Para algumas dessas crianças, eu sei que foi até o único Carnaval", emociona-se Carla.

Sucessão e futuro do projeto

No momento de despedida, Carla Perez elegeu a influenciadora Lore Improta, esposa do cantor Léo Santana, como possível "sucessora" para o legado do Pipoca Doce. "Se eu falar de mulher, seria Lore. Ela que está com um projeto infantil, ela tem dois filhos pequenos. A gente vai amadurecendo com os filhos e eu acredito muito que ela seria uma boa puxadora de trio elétrico", afirmou em entrevista.

Lore Improta, que está grávida do segundo filho com Léo Santana e é mãe da pequena Liz de quatro anos, já comanda o projeto infantil "Galeroca", onde introduziu a filha como cantora. A indicação sugere uma transição natural que mantém viva a essência do trabalho iniciado por Carla Perez.

O encerramento deste ciclo representa não apenas uma despedida pessoal, mas o fechamento de um capítulo importante do carnaval infantil baiano, que durante quase um quarto de século levou alegria, música e inclusão às crianças de Salvador e visitantes de todo o Brasil.

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