Reinaldo Carneiro Bastos é reeleito presidente da FPF até 2030 em eleição sem adversários
Reinaldo Carneiro Bastos reeleito presidente da FPF até 2030

Reinaldo Carneiro Bastos é reeleito presidente da FPF até 2030 em pleito sem oposição

O dirigente Reinaldo Carneiro Bastos, de 72 anos, foi reeleito nesta quarta-feira (25) para continuar à frente da Federação Paulista de Futebol (FPF) até o ano de 2030. Sem adversários no pleito, ele foi reconduzido por unanimidade e aclamação por cerca de 80 dirigentes, incluindo presidentes de clubes e representantes de ligas do estado de São Paulo, que compareceram à sede da entidade.

Último mandato permitido pelo estatuto

Esta será a última recondução permitida pelo estatuto da federação, o que significa que Carneiro Bastos não poderá mais dirigir a FPF após 2030. Caso complete o novo mandato, ele acumulará 15 anos consecutivos na presidência, tendo assumido o cargo inicialmente em 2015 como sucessor de Marco Polo Del Nero, de quem era vice-presidente.

O dirigente terá como vices Fernando Sollero e Mauro Silva nesta nova gestão. Em discurso logo após a reeleição, Carneiro Bastos agradeceu a confiança e afirmou: "Serei ainda mais criterioso neste novo mandato. E estaremos ao lado da CBF para fazer do futebol de São Paulo ainda melhor. A porta desta entidade estará aberta a todos como sempre foi".

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Eleição teve obstáculos judiciais antes da confirmação

O processo eleitoral enfrentou complicações jurídicas antes de ser realizado. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) chegou a suspender o pleito, e na véspera a desembargadora Débora Vanessa Cáus Bradão havia negado um recurso do próprio Carneiro Bastos.

A eleição só ocorreu após decisão favorável do Centro Brasileiro de Mediação e Arbitragem (CBMA), órgão responsável por decidir questões relacionadas ao estatuto da FPF. A determinação do CBMA permitiu que o processo seguisse adiante com a participação dos dirigentes.

Investigações policiais e quase ausência de oposição

Reinaldo Carneiro Bastos é investigado pela Polícia Civil desde janeiro deste ano, quando foi aberto um inquérito para apurar suspeitas de gestão fraudulenta e falsidade ideológica - crimes que ele nega categoricamente. Apesar das investigações em curso, sua trajetória na FPF tem sido marcada por pouca oposição.

Nos 11 anos à frente da federação, o dirigente quase não enfrentou adversários significativos. Neste pleito, Wilson Marqueti Júnior, que era um de seus vices, tentou viabilizar sua candidatura, mas não obteve o apoio necessário para registrar sua chapa.

De acordo com o estatuto da FPF, para concorrer à presidência é necessário o apoio de pelo menos 12 clubes, com distribuição específica entre as divisões do Campeonato Paulista: cinco da Série A1, três da A2, dois da A3, um da Segunda Divisão e uma liga amadora.

Visão sobre gestão e futuro do futebol brasileiro

Em recente entrevista à Folha de S.Paulo, Carneiro Bastos defendeu seu longo período à frente da FPF como reflexo da "qualidade do serviço" prestado. Ele também deixou claro que não trabalhará para formar um sucessor específico, mas sim para desenvolver profissionais para o mercado futebolístico.

"Vou trabalhar para formar um quadro de pessoas, de profissionais, à disposição do mercado para melhorar o futebol brasileiro. O futebol brasileiro ainda é carente de bons gestores", afirmou o presidente reeleito, demonstrando sua visão sobre as necessidades de gestão no esporte nacional.

A reeleição de Carneiro Bastos consolida sua posição como uma das figuras mais duradouras na administração do futebol paulista, mesmo diante de desafios jurídicos e investigações policiais. Seu novo mandato promete continuidade nas políticas da FPF enquanto se aproxima o limite estatutário de sua permanência no cargo.

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