COI estabelece diretrizes que impedem mulheres trans de competir na categoria feminina
COI proíbe mulheres trans em competições femininas

Comitê Olímpico Internacional cria diretriz para impedir participação de mulheres trans em competições femininas

O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou uma nova política que efetivamente impede a participação de mulheres transgênero em competições femininas nas Olimpíadas. A medida, que entrará em vigor a partir dos Jogos de Los Angeles em 2028, estabelece que apenas atletas biologicamente do sexo feminino poderão competir na categoria feminina.

Teste genético determina elegibilidade

Para implementar esta política, o COI introduziu um teste genético obrigatório que será realizado uma única vez na carreira de cada atleta. Através de amostras de saliva ou sangue, o exame busca identificar a presença do gene SRY, localizado no cromossomo Y, que inicia o desenvolvimento de características físicas masculinas ainda durante a gestação.

Quem testar positivo para este gene não poderá participar da categoria feminina, sendo direcionado para competições masculinas. A exceção será feita apenas para condições genéticas raras e atletas com distúrbios de desenvolvimento sexual que não se beneficiam do hormônio testosterona.

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Base científica e processo decisório

Kirsty Coventry, primeira mulher a presidir o COI, afirmou que as evidências científicas são claras: "o cromossomo masculino cria vantagens em esportes que envolvem força, potência e resistência". A decisão foi tomada após um extenso processo que incluiu:

  1. Um ano e meio de revisão de estudos científicos
  2. Consultas com especialistas de diversas áreas
  3. Pesquisa com mais de 1.100 atletas

O comitê também afirmou que a medida se adequa à realidade dos Estados Unidos, país que sediará a próxima edição olímpica. Em 2025, o presidente Donald Trump assinou uma ação executiva que proíbe mulheres trans no esporte feminino, embora Coventry tenha negado qualquer influência direta desta decisão na política do COI.

Impacto histórico e precedentes

Até o momento, apenas uma atleta declaradamente transgênero participou das Olimpíadas: a neozelandesa Laurel Hubbard, do levantamento de peso, que competiu nos Jogos de Tóquio em 2021 sem conquistar medalhas. Pelas novas regras, Hubbard seria automaticamente encaminhada para a categoria masculina.

Esta decisão marca um ponto de virada nas políticas de inclusão de gênero no esporte de alto rendimento, estabelecendo critérios biológicos rígidos para a definição de categorias competitivas. A implementação começará em 2028, dando tempo para federações esportivas internacionais se adaptarem às novas diretrizes.

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