Contramestre de capoeira Paulinha destaca transformação social através do esporte em Fortaleza
Capoeira transforma vidas e combate preconceitos em Fortaleza

Capoeira como ferramenta de transformação social na Regional 10 de Fortaleza

A Regional 10 de Fortaleza, composta por 11 bairros como Mondubim e Maraponga, vive um momento de efervescência não apenas econômica, mas também social, com a expansão de espaços para a prática de esportes. Esta região, que abriga a chamada "nova Aldeota", tem visto projetos esportivos democratizarem o acesso a atividades físicas, beneficiando desde crianças até idosos, e combatendo estigmas como a violência.

Histórias de superação através do esporte

A contramestre de capoeira Paula Carina, conhecida como Paulinha, é um exemplo marcante dessa transformação. Após uma fratura na adolescência que a afastou da capoeira por quase duas décadas, ela retomou a prática após se formar em educação física. Hoje, como contramestre no programa Atleta Cidadão - Lutas, Paulinha atende cerca de 80 alunos em duas quadras da Regional 10, incluindo muitos com deficiências ou vítimas de bullying.

"O nosso maior legado é mudar os valores", afirma Paulinha, destacando como a capoeira ensina desde habilidades básicas até respeito mútuo. Maria da Conceição, mãe de dois adolescentes alunos, relata que seus filhos, antes fechados e com dificuldades de expressão, hoje se comunicam melhor e sorriem mais, graças ao projeto.

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Inclusão e qualidade de vida para idosos

Além da capoeira, a Regional 10 conta com o projeto Viver+, que atende quase 400 idosos, incluindo pessoas com deficiência. A aposentada Maria Luzia, de 71 anos, testemunhou a evolução do Parque Santa Rosa, onde antes não havia opções de exercícios para os mais velhos. Hoje, ela se exercita diariamente e incentiva outros a superarem preconceitos.

"É preciso conviver em sociedade. A gente precisa superar os preconceitos, seja com idade ou por alguma limitação", aconselha Luzia, que também leva sua irmã com deficiência às atividades, observando melhoras significativas em sua mobilidade e bem-estar.

Desenvolvimento econômico e urbano

Enquanto isso, bairros como Maraponga e Mondubim se consolidam como polos econômicos, com a avenida Godofredo Maciel sendo um símbolo desse crescimento. Conhecida como "Nova Aldeota", a região atrai grandes varejistas e empreendimentos, impulsionando a economia local. O presidente da CDL Fortaleza, Maurício Filizola, enfatiza a importância de investimentos em infraestrutura e empreendedorismo para potencializar essa vocação econômica.

Com cerca de 62 mil habitantes, Mondubim é o bairro mais populoso da Regional 10, enquanto Maraponga possui o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da área, ainda considerado baixo em 0,390. A região também se beneficia de melhorias urbanas, como a construção do Metrô de Fortaleza, que modificou radicalmente o desenho urbano.

Legado para os 300 anos de Fortaleza

À medida que Fortaleza se aproxima de seus 300 anos em 2026, projetos como esses na Regional 10 destacam como o esporte e o desenvolvimento econômico podem andar juntos para criar uma cidade mais inclusiva e vibrante. A capoeira e outras iniciativas esportivas não apenas melhoram a qualidade de vida, mas também fortalecem a coesão social, preparando a capital cearense para um futuro promissor.

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