Disparidade financeira marca Olimpíadas de Inverno de 2026 na Itália
Os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, que tiveram início na última sexta-feira (6) nas cidades italianas de Milão e Cortina d'Ampezzo, reúnem aproximadamente 2,9 mil atletas provenientes de mais de 90 nações diferentes, distribuídos em 116 modalidades competitivas. Para a grande maioria desses competidores, a participação nas Olimpíadas está longe de representar um negócio financeiramente vantajoso, podendo inclusive resultar em prejuízos significativos devido aos elevados custos associados a viagens internacionais, treinamentos especializados e equipamentos de alta performance.
Contudo, existe um grupo seleto de atletas que consegue obter ganhos substanciais, suficientes para cobrir com folga todas as despesas da competição e ainda gerar lucros expressivos. Este seleto círculo é liderado pela esquiadora Eileen Gu, que acumulou cerca de 23 milhões de dólares americanos nos últimos doze meses, conforme levantamento realizado pela renomada revista Forbes.
Esportes coletivos concentram os maiores salários
Apesar dos Jogos de Inverno não contarem com as estrelas globalmente badaladas da NBA, do golfe ou do tênis, a edição atual de 2026 apresenta concentração de remunerações elevadas principalmente em modalidades esportivas coletivas. Destacam-se especialmente os atletas da NHL, a principal liga profissional de hóquei no gelo do mundo, cujos ganhos anuais individuais podem ultrapassar a marca de 700 mil dólares.
Segundo os dados compilados pela Forbes, a maior parte dos rendimentos desses atletas de elite não provém diretamente das premiações esportivas, mas sim de robustos contratos de salários, patrocínios corporativos e acordos comerciais estratégicos firmados fora das pistas, quadras e rinques de competição.
Os cinco atletas mais bem remunerados das Olimpíadas
1. Eileen Gu - 23 milhões de dólares
A atleta olímpica mais bem paga do ano de 2026 é Eileen Gu, nascida nos Estados Unidos mas representante oficial da China, país de origem de sua mãe. A esquiadora de estilo livre acumulou aproximadamente 23 milhões de dólares nos últimos doze meses, sendo que apenas cerca de 100 mil dólares foram provenientes de premiações em competições. O restante substancial de sua renda tem origem em contratos de patrocínio com marcas chinesas de grande porte como Anta, Bosideng, Mengniu Dairy e Luckin Coffee.
2. Auston Matthews - 20 milhões de dólares
No universo do hóquei no gelo, o atleta mais bem remunerado é Auston Matthews, centro do Toronto Maple Leafs e integrante da seleção nacional dos Estados Unidos. Segundo as estimativas da Forbes, ele soma mais de 20 milhões de dólares em ganhos anuais, sendo aproximadamente 15 milhões pagos diretamente pelo clube e cerca de 5 milhões originados de contratos comerciais com marcas globais como Nike, Prime, Uber Eats e Mito Red Light.
3. Lindsey Vonn - 8 milhões de dólares
A esquiadora americana Lindsey Vonn, atualmente com 41 anos de idade, está disputando sua quinta edição consecutiva dos Jogos Olímpicos de Inverno. Apesar de ter enfrentado lesões graves nos joelhos ao longo de sua trajetória esportiva, ela conquistou três medalhas olímpicas de destaque. Vonn mantém parcerias comerciais com mais de uma dúzia de marcas prestigiadas, incluindo Delta Air Lines, Land Rover e Rolex, o que garante uma renda anual estimada em 8 milhões de dólares.
4. Chloe Kim - 4 milhões de dólares
A snowboarder americana Chloe Kim, com 25 anos, participa de sua terceira edição dos Jogos de Inverno. Apesar de uma lesão significativa no ombro ocorrida em janeiro, que chegou a colocar seu status competitivo em dúvida, ela mantém presença marcante tanto nas pistas quanto nas redes sociais digitais. Kim trabalha com marcas como Breitling, Monster Energy e Nike, contribuindo para sua renda anual estimada em 4 milhões de dólares.
5. Ilia Malinin - 700 mil dólares
O patinador artístico americano Ilia Malinin, com apenas 21 anos, é reconhecido mundialmente por ser o primeiro atleta a executar sete saltos quádruplos em um único programa competitivo e o único a completar com sucesso um quádruplo axel, movimento extremamente complexo onde o patinador realiza quatro voltas e meia no ar antes da aterrissagem. Apesar de estar no início promissor de sua carreira, Malinin vem construindo um portfólio sólido de patrocínios desde sua medalha de ouro no Campeonato Mundial de 2024, com marcas como Coca-Cola, Samsung e Honda, garantindo renda anual estimada em 700 mil dólares.