Potiguar coleciona mais de 2 mil discos de vinil e celebra paixão pelo formato físico
Colecionador potiguar tem mais de 2 mil discos de vinil em Natal

Potiguar transforma paixão por vinis em coleção de mais de 2 mil discos em Natal

Emerson Albuquerque, um natalense de 29 anos, é um verdadeiro aficionado pelo disco de vinil. Sua jornada no colecionismo começou ainda na adolescência, aos 15 anos, quando herdou dois LPs que pertenciam à sua avó. Quase quinze anos depois, essa paixão inicial se transformou em um acervo impressionante de mais de 2 mil vinis, cuidadosamente guardados em sua residência na capital potiguar.

O início de um amor pelo colecionismo

"Minha avó tinha dois LPs em casa, que pertenceram ao meu avô. Depois que peguei esses dois discos, pesquisei quem eram os cantores e a partir daí me encantei pelo vinil", revelou Emerson. Essa curiosidade despertada na juventude foi o ponto de partida para uma busca incessante por álbuns, desenvolvendo gradualmente um profundo apreço pelo formato físico da música.

Acervo que atravessa décadas e celebra artistas potiguares

A coleção de Emerson abrange discos lançados desde a década de 1920, incluindo preciosidades raras da música potiguar. Entre suas joias estão álbuns de Núbia Lafaiete, Fátima Melo, Gilliard, Fernando Luiz, da banda Detroir e o primeiro trabalho da banda Grafith. "Quando comecei a colecionar, encontrava muitos discos de pessoas do nosso estado que chegaram ao palco nacional, como Carlos Alexandre e Fernando Luiz", explicou o colecionador.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Mais do que acumular itens, Emerson desenvolveu uma vontade genuína de pesquisar e compartilhar a história desses artistas. "Não quero ficar somente para mim, mas também compartilhar com outras pessoas essas bandas e grupos que fizeram sucesso aqui no nosso estado", completou, demonstrando seu compromisso em preservar a memória musical regional.

O ritual de ouvir música no formato físico

Em tempos dominados pelo streaming digital, Emerson defende que ouvir um vinil representa um verdadeiro ritual. "O mais gostoso é ouvir a música de forma coletiva, com o ritual de pegar o disco, olhar, ler o encarte, descobrir quem compôs as músicas e em que estúdio foram gravadas", descreveu com entusiasmo. Para ele, essa experiência tátil e visual transforma a audição em algo apaixonante e prazeroso, resgatando a conexão física com a arte musical.

O vinil no contexto contemporâneo

Apesar da aura nostálgica, os discos de vinil continuam sendo lançados por artistas contemporâneos, especialmente figuras pop que disponibilizam seus álbuns tanto em formato digital quanto físico. Emerson Carlos, arquivologista que abriu uma loja de vinis em Natal há três anos em sociedade com a irmã, observa essa tendência: "Artistas contemporâneos, principalmente as chamadas musas do pop, lançam álbuns em vinil e CD para propiciar aos fãs da nova geração a experiência de colecionar e escutar de forma diferente".

Celebrando o Dia Nacional do Disco de Vinil

Nesta segunda-feira, 20 de abril, comemora-se o Dia Nacional do Disco de Vinil no Brasil, data instituída em 1978 para homenagear o cantor e compositor Ataulfo Alves, falecido neste mesmo dia em 1969. A história de Emerson Albuquerque serve como testemunho vivo da relevância contínua desse formato, que transcende gerações e resiste à era digital através da paixão de colecionadores dedicados.

Com sua coleção que mistura raridades históricas e produções contemporâneas, o potiguar encarna a ponte entre o passado e o presente da música física, mantendo viva uma tradição que envolve não apenas audição, mas também preservação cultural e compartilhamento comunitário.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar