Administração de Fernando de Noronha anuncia envio de 27 cavalos para o Recife após casos de maus-tratos
O administrador de Fernando de Noronha, Virgílio Oliveira, confirmou que 27 cavalos serão transferidos da ilha para o Recife a partir do mês de março. A decisão foi tomada após a morte de dois animais em pouco mais de um mês e diversas denúncias de maus-tratos registradas na região. Segundo Oliveira, a medida visa garantir melhores condições de cuidado e bem-estar para os equinos, que atualmente enfrentam situações de abandono e negligência.
Parceria com a Adagro e identificação dos animais
O governo local estabeleceu uma parceria com a Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro) para coordenar a operação. Durante um levantamento realizado na ilha, foram identificados 67 cavalos no total. Desses, 40 animais possuem tutores e recebem cuidados considerados adequados, enquanto os outros 27 estão em situação de abandono, sem supervisão ou assistência veterinária regular.
Logística da transferência e destino dos cavalos
Para facilitar o processo, o governo vai construir seis baias no Núcleo de Vigilância Animal (NVA), localizado na Vila do Trinta. Esse espaço servirá como abrigo temporário para os cavalos antes da transferência. "Os animais vão sair da ilha em grupos de seis, em aproximadamente cinco viagens", explicou Virgílio Oliveira. O transporte será realizado por meio de navios de carga, garantindo segurança durante o deslocamento.
No continente, os cavalos serão encaminhados para o Parque de Exposição de Animais, situado no bairro do Cordeiro, no Recife. "Os animais serão doados a criadores responsáveis, que vão garantir os cuidados necessários", afirmou o administrador, destacando o compromisso com a adoção ética e responsável.
Medidas adicionais para controle populacional e responsabilização
Além da transferência, os 40 cavalos que permanecerão em Fernando de Noronha passarão por procedimentos de castração. Essa ação cumpre um decreto local e tem como objetivo evitar a reprodução descontrolada, reduzindo riscos futuros de abandono ou maus-tratos. O administrador também mencionou que o cavalo chamado Pablo já tem um tutor definido no continente e ficará provisoriamente na casa da Administração da Ilha, no bairro do Sueste, até a conclusão das baias.
Oliveira reforçou que tutores envolvidos em casos de maus-tratos perderão a guarda dos animais e poderão responder criminalmente, conforme a legislação vigente. "Estamos tomando todas as medidas para proteger esses animais e garantir que situações como essas não se repitam", concluiu, enfatizando a importância da fiscalização e da educação para o bem-estar animal.
