Cão comunitário Ronaldo se torna símbolo de afeto e cuidado coletivo em praia de Macaé
Na Praia da Imbetiba, localizada em Macaé, no Norte Fluminense, um cão chamado Ronaldo se transformou em um verdadeiro símbolo de cuidado coletivo e afeto comunitário. Conhecido carinhosamente como o guardião da Imbetiba, ele vive livremente pelas ruas e pela orla, mas é alimentado, protegido e amado por uma rede de moradores e frequentadores da região.
Da rua ao coração da comunidade
A história de Ronaldo começou quando ele ainda era um filhote e passou a circular pelo entorno da praia. Aos poucos, foi criando laços sólidos com comerciantes e residentes locais. O nome surgiu de forma espontânea, batizado pelo filho de uma moradora que o viu correr pela areia. Desde então, ele deixou de ser apenas mais um cachorro de rua e se tornou uma presença constante no cotidiano da praia.
É comum observá-lo acompanhando corredores, nadadores e grupos de treino ao longo da orla. Para quem frequenta o espaço, Ronaldo já faz parte integrante do cenário e da rotina diária, simbolizando um espírito de união e proteção.
Uma rede de apoio que cresceu com o tempo
Em 2021, Ronaldo se aproximou ainda mais do casal Erica e Alexandre, que costumava levar comida para animais abandonados. O cão passou a segui-los com frequência e, em um dia de chuva, foi acolhido temporariamente no prédio onde eles residem. Esse abrigo acabou virando uma rotina, e ele ganhou um espaço fixo para descansar, que ficou conhecido entre os vizinhos como a pensão do Ronaldo.
Mesmo tendo um ponto de referência, o cachorro manteve a liberdade de ir e vir, respeitando sua natureza independente. Com o tempo, a mobilização em torno dele cresceu significativamente. Moradores criaram um perfil nas redes sociais para acompanhar o animal, divulgar sua localização e garantir que ele esteja sempre seguro. A página reúne milhares de seguidores e funciona como um canal vital de apoio entre os frequentadores da praia.
Respeito à liberdade e bem-estar animal
Quem convive com Ronaldo faz questão de destacar que ele não é um animal doméstico tradicional. Cães comunitários, em geral, carregam marcas de abandono e nem sempre se adaptam à adoção convencional. No caso dele, respeitar a liberdade foi a forma encontrada pela comunidade para assegurar seu bem-estar, cuidado e segurança.
Além de Ronaldo, o casal também acolheu outro cão comunitário, chamado Romarinho, ampliando ainda mais a rede de proteção. Essa iniciativa demonstra como a colaboração coletiva pode transformar a vida de animais em situação de vulnerabilidade, promovendo um ambiente mais acolhedor e humano.
A história de Ronaldo na Praia da Imbetiba serve como um inspirador exemplo de como pequenas ações individuais podem se unir para criar um impacto positivo significativo, fortalecendo os laços comunitários e valorizando a vida animal.