Caso de violência em escola de Chapecó: professoras afastadas após denúncias de pais
Violência em escola de Chapecó: professoras afastadas após denúncias

Caso de violência em escola de Chapecó: professoras afastadas após denúncias de pais

Duas professoras foram afastadas da Escola de Educação Básica Bom Pastor, localizada em Chapecó, a maior cidade do Oeste de Santa Catarina. A medida ocorreu após pais de alunos do 2º ano do ensino fundamental relatarem situações graves de violência em sala de aula, incluindo crianças amarradas com fita adesiva nas cadeiras e estudantes impedidos de sair da sala para ir ao banheiro.

Investigações em andamento

A Polícia Civil informou, nesta quarta-feira (15), que está investigando o caso, mas a tipificação das condutas será divulgada apenas com a conclusão do inquérito. Paralelamente, a Secretaria de Estado da Educação (SED) abriu um processo administrativo disciplinar para apurar a conduta das profissionais envolvidas.

As famílias afirmam que mudanças no comportamento dos filhos levantaram suspeitas. De acordo com os relatos, os episódios provocaram medo, choro e resistência em ir à escola, com impactos psicológicos visíveis nas crianças.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Relatos detalhados das famílias

Mães, que preferem não ser identificadas, descreveram à NSC TV situações alarmantes vividas pelos filhos. Uma das meninas começou a representar os casos em brincadeiras com bonecas, amarrando-as em cadeiras e gritando, simulando ameaças com régua e impedimentos para ir ao banheiro.

Outra mãe relatou que seu filho de 7 anos começou a bater em si mesmo enquanto proferia palavras depreciativas, além de apresentar urina na roupa, indicando possíveis traumas. Em um encontro organizado pelos pais na última quinta-feira (9), as peças do quebra-cabeça se encaixaram, revelando um padrão de conduta preocupante.

Um dos depoimentos incluiu a descrição de uma criança em desespero ao mencionar a fita adesiva, relatando que a professora amarrou colegas, tentou colocar fita na boca de outro e fazia ameaças batendo a fita e a régua na mesa.

Posicionamento das professoras e da SED

À NSC TV, a professora titular afirmou ter mais de 20 anos de atuação em sala de aula e negou ter cometido ou compactuado com qualquer das situações apontadas, informando que contratou um advogado para tratar do caso. A professora auxiliar não retornou o contato da reportagem.

A Secretaria de Estado da Educação, por meio da Coordenadoria Regional de Educação de Chapecó, destacou que o Núcleo de Educação, Prevenção, Atenção e Atendimento às Violências na Escola (NEPRE) já realizou acolhimento e escuta especializada dos familiares. A SED repudia veementemente todo e qualquer tipo de violência praticada dentro e fora das escolas estaduais de Santa Catarina.

O caso segue sob investigação, com expectativa de mais esclarecimentos nas próximas etapas do processo administrativo e policial.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar