Suspeito de estuprar e engravidar menina de 12 anos é preso após quase uma década no Piauí
Um homem, identificado pelas iniciais S. P. S., foi preso na tarde desta segunda-feira (20) no município de Parnaguá, localizado no Sul do Piauí. Ele é suspeito de estuprar uma menina de 12 anos em um caso que remonta ao ano de 2016, ocorrido na zona rural de Riacho Frio. A informação foi confirmada ao g1 pelo delegado da Polícia Civil, Yure Saulo, destacando que o indivíduo estava foragido desde a época dos fatos.
Detalhes do caso ocorrido em 2016
O crime veio à tona no final de 2016, quando familiares da vítima desconfiaram da situação e acionaram o Conselho Tutelar. Em depoimento, a adolescente relatou que era vítima de abusos por parte de dois homens. Segundo as investigações, ela chegou a engravidar em decorrência dos crimes, o que agravou a gravidade do caso.
Na época, um professor foi preso como suspeito de envolvimento, enquanto o segundo investigado, agora identificado como S. P. S., fugiu e passou a ser procurado pela polícia. Sua captura ocorreu quase dez anos após os fatos, marcando um momento significativo na busca por justiça.
Operação policial e mandado de prisão
A prisão foi realizada pela Divisão Especializada no Atendimento à Mulher e aos Grupos Vulneráveis (DEAMGV) de Corrente, em cumprimento a um mandado expedido no âmbito de uma ação penal que apura crime contra pessoa vulnerável. Essa ação reforça o compromisso das autoridades em combater violências contra crianças e adolescentes, especialmente em casos de longa duração.
Como denunciar casos de violência
Casos de violência contra crianças e adolescentes podem ser denunciados de forma anônima por meio do Disque 100, canal nacional de proteção aos direitos humanos, que funciona 24 horas por dia e recebe ligações gratuitas. Também é possível procurar o Conselho Tutelar da cidade ou registrar denúncia em delegacias, especialmente nas unidades especializadas no atendimento a grupos vulneráveis. Em situações de emergência, a orientação é acionar a Polícia Militar pelo número 190.
Este caso serve como um alerta sobre a importância da denúncia e da persistência das investigações policiais para garantir que crimes graves não fiquem impunes, mesmo após anos de busca.



