Um homem foi preso na quinta-feira, 23, acusado de manter a própria companheira em cárcere privado durante dez dias em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O agressor submetia a vítima a sessões de tortura com chutes, socos e mordidas, além de bater repetidamente a cabeça dela contra a parede. A captura ocorreu no bairro Jardim Guandu por agentes da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam).
Início do calvário
De acordo com as investigações, o crime começou no dia 16 de abril, quando o homem ligou para a vítima enquanto ela estava no trabalho. Ele alegou que precisava de ajuda para buscar atendimento em uma unidade de saúde, mas, assim que a mulher chegou ao imóvel, os ataques tiveram início. Durante as agressões, o agressor pressionou a companheira a confessar um suposto relacionamento extraconjugal com um colega de trabalho.
Violência na frente do filho
Segundo o relato da vítima, as agressões só pararam quando o filho do casal, uma criança de apenas dois anos que presenciava a cena, começou a chorar. A Polícia Civil acredita que a violência era contínua. Durante os momentos de tortura, o homem chegou a cortar o cabelo da vítima, afirmando que “queria ver quem iria se interessar por ela com a cara quebrada e careca”.
Tentativa de humilhação
Ele também tentou obrigá-la a enviar mensagens ao suposto amante e, diante da recusa, voltou a agredi-la fisicamente, utilizando inclusive o aparelho celular para desferir os golpes. A mulher só conseguiu pedir ajuda quando o companheiro deixou o imóvel.
Consequências legais
O preso vai responder pelos crimes de cárcere privado, tortura, lesão corporal e dano. A Delegacia de Atendimento à Mulher segue investigando o caso para apurar outros possíveis episódios de violência.



