Adolescente de 16 anos pede socorro em bilhete após ser agredida pelo pai em Aparecida de Goiânia
Uma adolescente de 16 anos, residente em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital goiana, enviou um bilhete desesperado a uma colega de escola revelando ter sido vítima de graves agressões por parte do próprio pai. No documento, a jovem expressou medo de continuar vivendo com o agressor e pediu para morar com a avó, afirmando que ela "cuida muito bem de mim".
Descoberta do caso e intervenção das autoridades
A colega que recebeu o pedido de socorro apresentou imediatamente o bilhete à direção da escola onde ambas estudam. A instituição, cumprindo seu papel protetivo, notificou o Conselho Tutelar sobre a situação. No relato escrito na segunda-feira, dia 13, a adolescente descreveu cenas aterrorizantes: "Ele quase me matou. Me ajuda, eu não consigo ficar com o meu pai. Ele me enforcou no pescoço, está vermelho e ele quase me deu um tiro".
Prisão do pai e revelações sobre agressões anteriores
Quando policiais foram até a residência da família na terça-feira, dia 14, o pai foi preso em flagrante por porte e posse ilegal de arma de fogo. Durante a abordagem, o homem admitiu ter cometido as agressões contra a filha. Conforme informações da conselheira tutelar Elita Arantes, responsável pelo caso, o Conselho Tutelar já havia sido notificado anteriormente sobre episódios violentos, incluindo um em que a adolescente teria sido enforcada após o pai descobrir mensagens em seu celular.
Situação atual e preocupações com a segurança da vítima
Em uma reviravolta preocupante, o Conselho Tutelar informou que o pai foi solto e continua no convívio da adolescente. A conselheira Elita Arantes compareceu à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) nesta sexta-feira, dia 17, para incluir informações adicionais sobre o relato da vítima no processo. O nome do agressor não foi divulgado pelas autoridades, o que impossibilitou localizar sua defesa até o fechamento desta reportagem.
O caso expõe graves falhas no sistema de proteção à criança e ao adolescente, especialmente considerando que a vítima continua exposta ao mesmo ambiente que motivou seu pedido de socorro. A adolescente explicitou no bilhete seu desejo de viver com a avó, alternativa que parece não ter sido considerada prioritariamente pelas autoridades responsáveis.



