A Polícia Civil de Sorriso (MT) cumpriu sete prisões durante duas operações realizadas na terça-feira (19). Entre os detidos, o servidor da Câmara Municipal, Antonio Jocemar Pedroso da Silva, conhecido como “Professor Jocemar”, obteve liberdade provisória nesta quarta-feira (20) após pagar fiança de R$ 4,8 mil.
Operação Falso Mestre
A Operação Falso Mestre investiga fraudes, corrupção e lavagem de dinheiro. De acordo com a Polícia Civil, o esquema começou quando uma vítima denunciou que entregou documentos pessoais acreditando que faria matrícula em um curso de conclusão do ensino médio na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA). O investigado, descrito como antigo professor da vítima, teria usado a relação de confiança para obter os documentos e aplicar fraudes bancárias, financiando veículos sem autorização.
Fraudes bancárias e lavagem de dinheiro
As investigações apontaram financiamentos fraudulentos de dois carros. A polícia também identificou movimentações financeiras suspeitas, destinatários dos valores obtidos e atuação coordenada de pessoas responsáveis por falsificação documental e tentativa de regularização fraudulenta dos veículos.
Defesa do servidor
O advogado de defesa de Jocemar, Jean Carlos Pereira, afirmou que não há provas concretas contra o servidor e classificou a acusação de estelionato como uma “mera suposição”. A defesa também alegou que a droga encontrada na casa do servidor era de uso pessoal do professor e de sua namorada.
Medidas cautelares
Ao conceder a liberdade provisória, a Justiça determinou medidas cautelares, incluindo a proibição de cometer novas infrações, restrição ao uso de entorpecentes e comparecimento obrigatório aos atos processuais. O servidor deverá cumprir rigorosamente essas determinações para evitar a revogação do benefício.
A Operação Falso Mestre continua em andamento, com a polícia analisando documentos e depoimentos para aprofundar as investigações sobre o esquema criminoso.



