Estudante de direito presa em Barretos por vender canetas emagrecedoras ilegais
Estudante de direito presa por vender canetas ilegais

Uma estudante de direito de 25 anos foi presa na última quinta-feira (23) em Barretos, interior de São Paulo, sob suspeita de comercializar canetas emagrecedoras de forma ilegal pela internet. A jovem, identificada como Lara Castro, confessou à Polícia Civil que faturou aproximadamente R$ 100 mil nos últimos quatro meses com a venda dos produtos.

Detalhes da operação

A prisão ocorreu durante a Operação Inconfidentes, conduzida pela Polícia Civil, que cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em endereços ligados à suspeita. A ação contou com o apoio de policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE). Durante as diligências, foram apreendidos diversos frascos de Tirzepatida, substância sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que levantou suspeitas sobre a origem ilícita dos produtos.

Depoimento e confissão

Em depoimento, Lara Castro confirmou que adquiriu as medicações no Paraguai, para onde viajou quatro vezes. O trajeto incluía passagens por Londrina e Foz do Iguaçu, no Paraná, antes de cruzar a fronteira em Ciudad del Este. Cada ampola era vendida por R$ 650. A estudante agora responde pelos crimes de falsificação e corrupção de produto terapêutico, além de contrabando. Uma audiência de custódia está prevista para esta sexta-feira (24).

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Defesa e próximos passos

A defesa de Lara Castro informou que só se pronunciará após a audiência de custódia. Até o momento, não há mais detalhes sobre a estratégia jurídica a ser adotada.

Investigação e denúncias

De acordo com o delegado Marcelo Gambi, a investigação começou a partir de denúncias de que a jovem anunciava os medicamentos para emagrecimento em suas redes sociais. "Ela também encaminhava esse produto, ou seja, vendia e distribuía no território nacional a clientes que fizessem o pedido pelas redes sociais ou via WhatsApp", explicou o delegado.

Materiais apreendidos

Três dos mandados de busca e apreensão foram cumpridos na residência da principal suspeita, enquanto outros dois foram executados na casa de uma pessoa que auxiliava na divulgação dos produtos. Na casa da investigada principal, foi encontrada uma quantidade considerável do material ilícito, sem registro da Anvisa. Já na residência do segundo investigado, nada de interesse para a investigação foi localizado.

Atuação nas redes sociais

Nas redes sociais, Lara Castro não apenas exibia as canetas e demonstrava sua aplicação, mas também se mostrava disposta a ajudar outras pessoas a adquirirem os medicamentos, que são considerados de alto custo. Em um post obtido pela EPTV, afiliada da TV Globo, ela declarou: "Quanto a gente está acima do peso, a gente acha que a gente nunca vai sair daquele lugar, que a gente nunca vai conseguir encontrar outro meio, mas eu estou aqui para dizer que a gente consegue sim. Estando nesse processo, eu conheci muitas pessoas, muitas pessoas que não têm como arcar com o custo da medicação, que não é uma medicação barata, e por isso que hoje eu estou aqui. Eu quero fazer isso porque hoje eu tenho essa condição de ajudar e é o que está no meu coração".

Em outra publicação, a jovem chegou a buscar parcerias para ampliar o alcance de sua "ajuda": "Você que é influencer, você que tem uma farmácia e pode participar dessa opção também, me chama, marque aqui as farmácias que podem ajudar, que podem entrar nessa ação com a gente. É muito importante que a gente consiga uma pessoa que nos ajude, porque eu sozinha não consigo, não consigo fazer diferença pra todo mundo, mas as pessoas que eu já estou ajudando eu quero fornecer pro tratamento delas inteiro, não só para o primeiro mês e pronto".

Riscos e alertas

A venda de medicamentos sem registro na Anvisa é crime e representa grave risco à saúde, uma vez que não há garantia de qualidade, eficácia ou segurança dos produtos. A população deve estar atenta e denunciar qualquer suspeita de comercialização ilegal de medicamentos às autoridades competentes.

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