Mulher é presa em João Pessoa suspeita de integrar quadrilha de extorsão sexual
Mulher presa em JP suspeita de integrar quadrilha de extorsão sexual

Uma mulher de 34 anos foi presa na manhã desta quinta-feira (21), em João Pessoa, suspeita de integrar uma quadrilha especializada no crime de extorsão sexual. A identidade dela não foi divulgada pelas autoridades.

A prisão ocorreu durante o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão na casa da suspeita, localizada no bairro de Mandacaru, em uma ação deflagrada pela Polícia Civil do Paraná em conjunto com a Polícia Civil da Paraíba.

Operação Love Hurts

A prisão na Paraíba faz parte da "Operação Love Hurts", que cumpre mandados de forma simultânea contra alvos em Santa Maria de Jetibá (ES), Jandaia (GO), São Luís (MA) e Ielmo Marinho (RN). De acordo com a polícia, o esquema funcionava a partir da criação de vínculos de confiança com as vítimas, inclusive com envolvimento afetivo. Após esse contato, os criminosos passavam a ter acesso a imagens íntimas e, em seguida, iniciavam ameaças de divulgação do material para exigir transferências em dinheiro.

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Papel da suspeita

O delegado adjunto da Delegacia de Crimes Cibernéticos, Rafael Araújo, explicou que a suspeita tinha papel específico dentro do núcleo financeiro da organização. “Essa organização criminosa tinha diversas divisões de funções. Essa pessoa que foi presa participava do núcleo financeiro. Ela fazia o recebimento desse dinheiro e a lavagem, transferindo para outras contas, inclusive em criptomoedas. A vítima específica que prendemos hoje pagou uma quantia superior a R$ 70 mil. O material que foi apreendido com ela vai servir para comprovar a participação dela e também para a gente entender por completo o funcionamento dessa organização criminosa”, disse o delegado.

Segundo a Polícia Civil, a mulher permanece presa enquanto as investigações seguem em andamento.

Dimensão e prejuízo milionário

A operação desta quinta-feira (21) é resultado de oito meses de investigação. A polícia estima que o esquema criminoso, que conta com a participação de brasileiros e estrangeiros, funcionava há cerca de três anos, com vítimas espalhadas por todo o país. Apenas nos últimos dois meses, o grupo movimentou quase R$ 4 milhões.

A apuração que levou à operação começou no início de 2024, após denúncia de uma vítima da cidade de Palmas, no Sul do Paraná, que motivou o início do rastreio em âmbito nacional. A ação conta com o apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Ciberlab) e inteligência das polícias civis dos estados envolvidos.

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