Secretário de Segurança do Maranhão reafirma continuidade das buscas por crianças desaparecidas
O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, declarou nesta quinta-feira, 22 de fevereiro, que as operações de busca pelas crianças Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, desaparecidas há 19 dias na zona rural de Bacabal, interior do estado, serão mantidas. Apesar dos esforços intensivos, nenhuma pista concreta sobre o paradeiro dos irmãos foi localizada até o momento.
Apelo por responsabilidade nas informações
Durante coletiva de imprensa, Martins fez um apelo direto à população, solicitando que evitem a divulgação de comentários ou informações falsas que possam prejudicar o andamento das investigações. "Eu também peço que, se não têm conhecimento de causa, se não estão acompanhando de perto a realidade dos fatos, não façam comentários que vão atrapalhar nossas buscas e investigações", destacou o secretário, enfatizando a importância de manter o foco nas ações oficiais.
Ampliação das operações e recursos empregados
As buscas contam com a participação integrada de diversas forças, incluindo:
- Polícia Civil do Maranhão
- Exército Brasileiro
- Marinha do Brasil
- Corpo de Bombeiros Militar
- Voluntários da comunidade
Mais de mil pessoas já estiveram envolvidas nas ações, que percorreram mais de 200 quilômetros em terra, água e áreas de difícil acesso. O tenente-coronel João Carlos Duque, do Exército, informou que, em ambientes inóspitos, um ser humano pode sobreviver sem água e alimentação por oito a 12 dias em média. A ausência de vestígios sugere que as crianças possam estar fora das áreas já vasculhadas, mantendo a esperança de encontrá-las com vida.
Uso de tecnologia avançada nas buscas fluviais
Um dos destaques das operações é o emprego do equipamento side scan sonar, cedido pela Marinha do Brasil, para mapear o fundo do rio Mearim. O aparelho, que produz imagens detalhadas mesmo em condições de baixa visibilidade, já vasculhou 19 quilômetros do curso d'água, com cinco quilômetros examinados minuciosamente. Onze pontos de interesse foram identificados e repassados aos mergulhadores do Corpo de Bombeiros, mas nenhum vestígio relacionado ao desaparecimento foi encontrado.
Investigações em andamento e participação do primo
Paralelamente às buscas, uma comissão especial de segurança, composta por três delegados, conduz as investigações, com um inquérito policial que já ultrapassa 500 páginas. Um fato marcante foi a participação autorizada pela Justiça do primo das crianças, um menino de 8 anos, que auxiliou as equipes indicando os últimos caminhos percorridos com Ágatha e Allan. Cães farejadores confirmaram a presença das três crianças em uma cabana conhecida como "casa caída", localizada a cerca de 500 metros do rio Mearim.
Estrutura de apoio e continuidade dos trabalhos
A base de operações instalada no quilombo São Sebastião dos Pretos, local onde as crianças moravam e foram vistas pela última vez, será mantida. O menino de 8 anos, que foi encontrado após três dias desaparecido e recebeu alta hospitalar recentemente, continua recebendo acompanhamento psicológico para evitar danos emocionais maiores. A Marinha do Brasil reiterou sua disponibilidade para seguir colaborando com as buscas, mesmo diante da falta de indícios concretos.
As autoridades seguem comprometidas com a missão de localizar Ágatha e Allan, mobilizando todos os recursos disponíveis e mantendo a esperança de um desfecho positivo para as famílias e a comunidade de Bacabal.