Polícia Federal pede ao STF mais tempo para investigar Banco Master
A Polícia Federal (PF) encaminhou um pedido formal ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando a prorrogação por mais 60 dias do inquérito que apura supostas fraudes envolvendo o Banco Master. O magistrado ainda não se pronunciou sobre a requisição, mas a prática habitual do tribunal costuma acatar esse tipo de solicitação das autoridades policiais.
Histórico de prorrogações e andamento das investigações
Esta não é a primeira vez que a corporação busca uma extensão de prazo para as investigações. Em janeiro deste ano, a PF já havia feito um pleito idêntico ao então relator do caso, ministro Dias Toffoli, que atendeu ao pedido no dia 16 daquele mês. O prazo concedido por Toffoli encerrou-se nesta semana, motivando o novo requerimento à atual relatoria de Mendonça.
As apurações fazem parte da Operação Compliance Zero, que tem como alvo principal o Banco Master. De acordo com informações da PF, os agentes ainda estão realizando a análise minuciosa do material apreendido durante as três primeiras fases da operação. Entre os itens que aguardam exame detalhado, destacam-se oito aparelhos eletrônicos pertencentes ao proprietário do banco, Daniel Vorcaro.
O volume de evidências coletadas e a complexidade das transações financeiras sob investigação justificam, segundo a PF, a necessidade de mais tempo para conclusão dos trabalhos. A corporação enfatiza que a prorrogação é essencial para garantir a apuração completa e rigorosa de todas as irregularidades suspeitas, assegurando que nenhum detalhe relevante seja negligenciado no processo investigativo.
Enquanto aguarda a decisão de Mendonça, a Polícia Federal continua seus esforços para desvendar a extensão das supostas fraudes, que envolvem transações de alto valor e uma rede potencialmente complexa de operações financeiras. O caso tem atraído atenção significativa devido ao impacto no sistema bancário e às implicações legais para os envolvidos.



