Defesa de Junior Mano contesta acusações da Polícia Federal em nota enviada ao STF
Após a revelação dos detalhes da investigação da Polícia Federal sobre um suposto esquema de corrupção envolvendo emendas parlamentares no Ceará, o deputado Junior Mano, do PSB, apontado como líder da organização criminosa, enviou uma nota oficial para negar veementemente as afirmações da PF. A defesa do parlamentar argumenta que "as conclusões do relatório final são exageradas, genéricas e sem provas", conforme divulgado nesta quinta-feira, 13 de março de 2026.
Argumentos da defesa e contexto do caso
Segundo os advogados de Junior Mano, o deputado não possui o controle sobre a aplicação de recursos federais, uma vez que "não é ordenador de despesas, não participou de licitações e, portanto, não tem como controlar a aplicação final de recursos federais". Eles reforçam que, após um ano de investigação, a Polícia Federal não encontrou elementos relevantes que comprovem qualquer irregularidade cometida pelo parlamentar. O caso está atualmente sob análise no Supremo Tribunal Federal (STF), com relatoria do ministro Gilmar Mendes, e tem gerado intenso debate político.
Críticas ao vazamento de informações e impacto eleitoral
Além de negar as acusações, a defesa de Junior Mano expressou preocupação com o vazamento seletivo de informações sigilosas, especialmente em um momento crucial em que os partidos políticos começam a definir suas candidaturas para as próximas eleições. Em nota, a assessoria jurídica do deputado lamentou essa situação e espera que o inquérito aberto para apurar o vazamento de dados protegidos por sigilo apresente uma resposta clara contra o uso de informações processuais com fins políticos. A nota completa da defesa foi divulgada publicamente, reafirmando a inocência de Junior Mano e criticando a abordagem da investigação.



