Exército prende três militares condenados por participação em trama golpista
Exército prende três militares condenados em trama golpista

Exército prende três militares condenados por participação em trama golpista

O Exército brasileiro efetuou nesta sexta-feira, 10 de maio, a prisão de três militares que foram condenados por fazer parte de um dos núcleos da trama golpista investigada pelo Supremo Tribunal Federal. As penas aplicadas aos envolvidos chegam a impressionantes 17 anos de reclusão, marcando um capítulo significativo no desfecho judicial do caso.

Condenação e prisão dos envolvidos

Em outubro de 2025, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenou o grupo por crimes relacionados à disseminação de informações falsas sobre as eleições e ao estímulo a ataques virtuais contra autoridades e instituições democráticas. O objetivo central da trama era manter o ex-presidente Jair Bolsonaro no poder mesmo após sua derrota nas urnas em 2022, utilizando estratégias de desinformação para minar a confiança no processo eleitoral.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou que não cabem mais recursos no processo, decretando o trânsito em julgado e ordenando o início imediato do cumprimento das penas. Essa decisão judicial acelerou as ações para a prisão dos condenados, culminando nas detenções realizadas pelo Exército.

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Detalhes das prisões e situação dos foragidos

Os três militares presos nesta sexta-feira são:

  • Subtenente Giancarlo Rodrigues e tenente-coronel Guilherme Almeida, que foram levados para o Batalhão da Polícia do Exército, localizado no Setor Militar Urbano, em Brasília.
  • Major da reserva Ângelo Denicoli, preso em sua residência na cidade de Colatina, no norte do Espírito Santo. Ele cumprirá pena no 38º Batalhão de Infantaria do Exército, situado em Vila Velha.

Além desses, a Polícia Federal prendeu o ex-major do Exército Ailton Moraes Barros, embora não tenha divulgado o local onde ele cumprirá sua sentença. Outro condenado, o agente da Polícia Federal Marcelo Bormevet, já estava preso desde 2024 e, a partir desta sexta-feira, passou a cumprir sua pena de forma definitiva.

No entanto, dois indivíduos condenados permanecem foragidos:

  • Coronel Reginaldo Abreu, que atualmente se encontra nos Estados Unidos.
  • Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, que está foragido no Reino Unido.

Reações das defesas e contexto do núcleo

As defesas dos acusados apresentaram diferentes posicionamentos em relação às prisões e condenações:

  • A defesa do tenente-coronel Guilherme Almeida afirmou que, no momento oportuno, irá apresentar uma revisão criminal para contestar a sentença.
  • Os advogados do major Ângelo Denicoli repudiaram a prisão do cliente, argumentando que ela ocorreu enquanto ainda aguardavam o julgamento de recursos.
  • A defesa do coronel Reginaldo Abreu esclareceu que ele deixou o país de forma legal, pois na época não havia ordem judicial restritiva, e que reside legalmente no exterior, com a intenção de comprovar sua inocência.
  • Os advogados de Marcelo Bormevet destacaram que o cliente já está preso há mais de um ano e nove meses.
  • As defesas de Carlos César Moretzsohn Rocha, Ailton Barros e Giancarlo Rodrigues optaram por não se manifestar publicamente.

O núcleo de desinformação da trama golpista é composto por sete integrantes no total, sendo que as penas variam entre 7 e 17 anos de prisão, refletindo a gravidade dos crimes cometidos. Este caso ilustra os esforços contínuos do sistema judiciário brasileiro para combater ameaças à democracia e à integridade das instituições nacionais.

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