Ex-secretário de Educação de Sumaré é preso em operação da PF por fraudes em licitações
Ex-secretário de Sumaré preso em operação da PF por fraudes

Ex-secretário de Educação de Sumaré é preso em operação da PF contra fraudes em licitações

Nesta quinta-feira (12), a Polícia Federal (PF) prendeu José Aparecido Ribeiro Marin, ex-secretário de Educação de Sumaré (SP), como parte da quarta fase da operação Coffee Break, que investiga suspeitas de fraude em licitações na secretaria municipal. Marin, servidor efetivo da Prefeitura de Sumaré desde 2002, ocupou diversos cargos na administração local, incluindo secretário de Mobilidade Urbana e Rural de 2017 a 2021 e secretário de Educação de 2021 a 2024. Atualmente, ele está afastado sem remuneração até dezembro de 2026.

Detalhes da prisão e investigação

Marin já havia sido alvo de um mandado de prisão na primeira fase da operação, mas não foi localizado na época. Posteriormente, obteve um habeas corpus e estava usando tornozeleira eletrônica desde 18 de dezembro do ano passado. Segundo os investigadores, ele seria o principal parceiro de André Mariano, proprietário da empresa Life Tecnologia Educacional, em Sumaré, atuando para direcionar licitações e liberar pagamentos em troca de propina.

Na quarta fase da operação, foram cumpridos 10 mandados de busca e apreensão, um mandado de prisão preventiva e uma medida que determina o uso de tornozeleira eletrônica. A Justiça também autorizou o afastamento de servidores e o bloqueio de bens dos suspeitos. As ações ocorreram em Sumaré, Itu, Campinas, Jundiaí e Americana, todas no estado de São Paulo.

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Esquema de fraudes e lavagem de dinheiro

A investigação foca em licitações realizadas pela Secretaria de Educação de Sumaré entre 2021 e 2025, com suspeitas de movimentações de dinheiro para esconder valores desviados de recursos públicos. Os investigados podem responder por crimes como corrupção, desvio de dinheiro público, fraude em licitações e lavagem de dinheiro, com penas que podem chegar a até 60 anos de prisão.

O nome da operação, Coffee Break, refere-se à palavra “café”, usada pelos suspeitos como código para pagamentos de propina. O esquema envolvia agentes públicos, lobistas e operadores financeiros clandestinos, com a empresa Life vencendo licitações mediante pagamentos de propina e sobrepreços de até 35 vezes o valor real dos produtos.

Reações e fases anteriores

A defesa de Marin afirmou que ainda não teve acesso aos autos e que o ex-secretário cumpria rigorosamente medidas cautelares alternativas impostas pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região. A Prefeitura de Sumaré destacou que os fatos investigados dizem respeito a gestões anteriores e que a atual administração está à disposição para colaborar.

Na primeira fase da operação, em novembro do ano passado, foram executados 50 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva, incluindo a prisão do vice-prefeito de Hortolândia, Cafu César, e do secretário de Educação do município, Fernando Moraes.

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