Bolsonaro tem evolução favorável e pode deixar UTI em 24 horas; PGR apoia prisão domiciliar
Bolsonaro pode deixar UTI em 24h; PGR apoia prisão domiciliar

Ex-presidente apresenta melhora clínica e pode ser transferido da UTI nas próximas horas

Um boletim médico divulgado nesta segunda-feira, 23 de março de 2026, aponta que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresenta "evolução favorável" em seu quadro de saúde. Segundo o documento, se o progresso se mantiver, ele poderá receber alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nas próximas 24 horas.

Internação e diagnóstico

Bolsonaro foi internado no Hospital DF Star, em Brasília, no dia 13 de março, após passar mal na Papudinha, onde cumpre pena. O diagnóstico revelou uma pneumonia bacteriana bilateral decorrente de um episódio de broncoaspiração.

Conforme o boletim médico, o ex-presidente permanece "estável clinicamente" e sem intercorrências. Ele continua recebendo antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico intensivo, além de fisioterapia respiratória e motora.

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"Se mantiver evolução satisfatória, deverá receber alta da terapia intensiva nas próximas 24 horas", afirma o documento assinado pela equipe médica, que inclui os doutores Claudio Birolini, Leandro Echenique, Brasil Caiado, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Jr. e Allisson B. Barcelos Borges.

Procuradoria-Geral da República apoia prisão domiciliar

Na mesma data, a Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma manifestação declarando-se favorável à concessão de prisão domiciliar para o ex-presidente. O parecer será analisado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Argumentos da PGR

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, argumenta que a evolução clínica de Bolsonaro, conforme exposto pela equipe médica, recomenda a flexibilização do regime prisional. Ele cita que o STF já admitiu medidas semelhantes em circunstâncias análogas.

"A concessão da prisão domiciliar encontra apoio no dever dos Poderes de preservação da integridade física e moral das pessoas que estão sob a custódia do Estado", afirma Gonet no documento.

O procurador também destaca que o estado de saúde do ex-presidente, que inclui um quadro de comorbidades, demanda atenção constante. Segundo ele, o ambiente familiar está mais apto a propiciar esse cuidado do que o sistema prisional atual, reduzindo o risco de novos episódios de mal-estar.

Contexto legal

A solicitação de prisão domiciliar foi feita pela defesa de Bolsonaro, que foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Atualmente, ele cumpre a pena na Papudinha, em Brasília.

A decisão final sobre a mudança de regime caberá ao ministro Alexandre de Moraes, que avaliará os argumentos médicos e jurídicos apresentados.

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