Operação 'Sine Macula' da PF e Receita Federal desvenda esquema de desvio de iPhones em depósito no Paraná
PF e Receita Federal desvendam desvio de iPhones em depósito no PR

Operação 'Sine Macula' desvenda esquema de desvio de iPhones em depósito da Receita Federal no Paraná

Uma investigação conjunta da Polícia Federal (PF) e da Receita Federal desvendou um esquema de desvio de mercadorias apreendidas no depósito da delegacia do órgão fiscalizador em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. A descoberta ocorreu após dois aparelhos iPhone, novos e lacrados, serem encontrados em uma lixeira nas dependências do local, desencadeando uma apuração minuciosa que identificou servidores terceirizados como suspeitos do crime de peculato.

Descoberta casual leva a operação de grande porte

O caso teve início com um incidente aparentemente trivial: a constatação de dois smartphones de alto valor abandonados em um recipiente de lixo dentro do depósito de mercadorias apreendidas. Diante dos fortes indícios de irregularidade, a Receita Federal comunicou imediatamente a Polícia Federal, que instaurou um Inquérito Policial para aprofundar as investigações. A análise na sindicância administrativa realizada pela Receita Federal, em conjunto com as diligências da PF, permitiu identificar os possíveis responsáveis pelo desvio.

Nesta quinta-feira (19), as instituições federais realizaram a operação batizada de "Sine Macula", expressão em latim que significa "Sem Mácula" ou "Imaculado". A ação cumpriu dois mandados de busca e apreensão nas residências dos investigados, com o objetivo de coletar provas adicionais e esclarecer a extensão completa dos fatos. A escolha do nome da operação reflete, segundo a PF, "o compromisso das instituições envolvidas com a integridade, a transparência e a ausência de qualquer mancha na conduta de agentes públicos e na gestão de bens sob custódia do Estado".

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Crime de peculato e investigação em andamento

O delito investigado é o de peculato, previsto no Código Penal Brasileiro, que consiste na apropriação por funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio. Os suspeitos são servidores terceirizados que atuavam no depósito da Receita Federal em Ponta Grossa.

A Polícia Federal e a Receita Federal emitiram uma nota conjunta reiterando seu "compromisso inabalável com a defesa do patrimônio público, a moralidade administrativa e o combate a quaisquer desvios de conduta que possam comprometer a confiança da sociedade nas instituições". O comunicado destacou ainda que "a colaboração entre os órgãos federais é fundamental para a efetividade dessas ações e para a manutenção da ordem jurídica".

Detalhes ainda sob sigilo e próximos passos

Os nomes dos investigados não foram divulgados pelas autoridades, e por isso não foi possível identificar os advogados que atuam em suas defesas. O g1 questionou a Polícia Federal sobre diversos aspectos do caso, incluindo:

  • Quais eram as funções específicas dos investigados no depósito da Receita Federal
  • Se eles ainda trabalham no local atualmente
  • Como exatamente operava o esquema de desvios
  • Desde quando os crimes estariam ocorrendo
  • Qual o montante total de mercadorias desviadas

A reportagem aguarda as respostas oficiais tanto da PF quanto da Receita Federal. A operação "Sine Macula" representa mais um capítulo no esforço contínuo das instituições federais para coibir irregularidades no serviço público e garantir a correta gestão dos bens apreendidos pelo Estado.

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