Pecuarista condenado por assassinato de policial federal é capturado em operação internacional
O pecuarista Alessandro Meneghel, condenado a 29 anos, um mês e 15 dias de prisão pelo assassinato do policial federal Alexandre Drummond Barbosa, foi preso no Paraguai em uma operação conjunta entre a Polícia Federal brasileira e autoridades paraguaias. O crime ocorreu em abril de 2012, na cidade de Cascavel, localizada no oeste do estado do Paraná.
Fuga e captura após decreto de prisão definitiva
Meneghel estava foragido desde julho de 2025, quando a Justiça decretou sua prisão definitiva para o cumprimento da pena. Após a captura bem-sucedida em território paraguaio, as forças policiais agora aguardam os trâmites legais necessários para a transferência do condenado de volta ao Brasil, onde ele deverá cumprir integralmente a sentença imposta.
A defesa do pecuarista, contatada pela RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, informou que irá se manifestar exclusivamente por meio dos canais processuais adequados, sem fazer declarações adicionais à imprensa no momento.
Detalhes do crime ocorrido em casa noturna
O policial federal Alexandre Drummond Barbosa foi morto a tiros na saída de uma casa noturna no centro de Cascavel. De acordo com as investigações conduzidas pelo Ministério Público do Paraná, o crime aconteceu após uma discussão entre Meneghel e o policial dentro do estabelecimento comercial.
Testemunhas relataram às autoridades que o pecuarista chegou a ameaçar de morte o agente ainda no interior da casa noturna. As câmeras de segurança do local registraram imagens cruciais para a elucidação do caso, mostrando Meneghel passando em uma caminhonete e efetuando diversos disparos contra o policial, que se encontrava de folga na ocasião.
Nos vídeos, é possível observar o fazendeiro dando marcha ré com o veículo, atirando novamente contra a vítima e, em seguida, fugindo do local do crime. Alexandre Drummond Barbosa foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu a caminho do hospital.
Confissão e redução de pena ao longo do processo
Meneghel confessou a autoria do homicídio, porém alegou ter agido em legítima defesa. No dia do crime, ele foi preso portando uma pistola 9 mm e uma espingarda calibre 12. O caso foi levado a julgamento em 2017, quando o pecuarista recebeu uma condenação inicial superior a 34 anos de prisão.
Posteriormente, o Tribunal de Justiça do Paraná revisou a sentença e determinou a redução da pena para os atuais 29 anos, um mês e 15 dias de reclusão. A operação que resultou na captura no Paraguai marca um capítulo importante na busca por justiça para o policial federal assassinado e sua família.



