Pai de Henry Borel fala sobre busca por justiça antes de júri popular que começa nesta segunda
Pai de Henry Borel fala sobre justiça antes de júri popular

Pai de Henry Borel destaca busca por justiça em véspera de júri popular

Leniel Borel, pai de Henry Borel, revelou em declaração exclusiva que sua luta por justiça pelo filho já ultrapassa o tempo que teve para conviver com ele em vida. A morte do menino, que tinha apenas 4 anos, completa exatamente 5 anos e 2 semanas neste domingo (22), enquanto o júri popular está marcado para iniciar na segunda-feira (23).

No banco dos réus, estarão a mãe da criança, Monique Medeiros, e seu namorado na época do crime, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho. "Eu, Leniel, tenho mais tempo lutando por justiça pelo meu filho do que o tempo que eu tive com ele em vida", afirmou o pai em vídeo.

Noite trágica e provas contundentes

Leniel descreve a noite de 8 de março de 2021 como um momento marcante e doloroso. "Ali, 3 pessoas entraram vivas naquele apartamento, 2 adultos e 1 criança. O que aconteceu naquela noite? O que aconteceu com o meu filho? Ali saem 2 adultos e 1 criança morta", questionou ele, destacando a brutalidade do ocorrido.

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Segundo o pai, as evidências acumuladas ao longo dos anos demonstram claramente a participação de ambos os acusados. "Agora tá mais do que provado, toda a materialidade. Jair e Monique foram presos dormindo juntos, com as malas arrumadas", relatou Leniel, expressando esperança por uma condenação exemplar.

Júri longo e detalhes da acusação

O promotor Fábio Vieira, responsável por representar o Ministério Público no júri, informou que a previsão é de um processo extenso, podendo durar mais de 10 dias. Com 26 testemunhas arroladas e dois réus, os interrogatórios anteriores já demonstraram a complexidade do caso.

"Nós temos 26 testemunhas arroladas e os 2 réus. O interrogatório da Monique na 1ª fase durou mais de 11 horas. Do Jairo, foram 9", explicou o promotor, estimando que o júri possa se estender por 5 a 12 dias dependendo da configuração.

Um laudo da Polícia Civil apontou a existência de 23 lesões por ação violenta no corpo do menino, reforçando as acusações. O promotor ainda citou que Jairinho mentiu na delegacia sobre estar dormindo e tentou contatar diversas pessoas durante a madrugada, incluindo o governador Cláudio Castro.

Alegações da defesa rebatidas

Cristiano Medina, advogado de Leniel e assistente de acusação, classificou como "aberração jurídica" as alegações da defesa de Jairinho sobre parcialidade na produção dos laudos. "No meu entender, essas alegações da defesa do Jair tratam-se de uma aberração jurídica", afirmou ele, defendendo a validade das provas.

Medina destacou que os laudos mostram hemorragia interna significativa, lesões nos rins e pulmões, além de três lesões contundentes que causaram edemas cerebrais. "O Henry vinha sofrendo inúmeras agressões físicas e psicológicas. É indiscutível", reforçou o advogado.

O caso também envolve relatos de que Monique foi alertada pela babá, Thayná Oliveira, sobre agressões de Jairinho contra Henry, e que ela própria teria mentido em uma unidade de saúde sobre machucados do filho. Com o júri se iniciando, a expectativa por justiça permanece alta entre os envolvidos e a sociedade.

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