Operação policial no Vidigal causa caos e deixa turistas presos no Morro Dois Irmãos
Uma intensa operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro realizada na manhã desta segunda-feira, 20 de abril de 2026, no Vidigal, comunidade da Zona Sul, resultou em centenas de turistas ilhados no topo do Morro Dois Irmãos e na interdição da Avenida Niemeyer. A ação, que visava a prisão de chefes do Comando Vermelho (CV) da Bahia, gerou tiroteios e bloqueios que afetaram tanto moradores quanto visitantes.
Alvo principal é traficante foragido desde 2024
O principal alvo da operação foi o traficante Ednaldo Pereira Souza, conhecido como Dadá, que está foragido desde 2024, quando escapou da prisão junto com outros 15 detentos. Após a fuga, ele se refugiou na comunidade da Rocinha, também na Zona Sul, onde recebeu proteção de facções criminosas. A incursão foi conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Bahia, com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core).
Tiroteio intenso e interdição de via principal
Moradores do Vidigal relataram um tiroteio intenso no início da manhã, enquanto criminosos bloquearam a Avenida Niemeyer – que conecta São Conrado ao Leblon – utilizando um ônibus enviesado e contêineres da Comlurb. A via só foi liberada pela Polícia Militar por volta das 6h30, após intervenção para remover os obstáculos.
Turistas presos em ponto turístico famoso
No Morro Dois Irmãos, famoso ponto turístico conhecido por sua vista privilegiada para o amanhecer, centenas de turistas ficaram presos devido aos confrontos. Para descer, o grupo precisaria percorrer uma trilha que começa no Vidigal, mas só conseguiram sair quando o embate entre traficantes e policiais foi controlado, aproximadamente às 7h20.
Investigações revelam detalhes da fuga e atuação criminosa
Segundo as investigações, Dadá havia alugado uma casa no Vidigal para uma festa com familiares e amigos durante o feriadão. Ele vinha sendo monitorado pelo Ministério Público da Bahia, que identificou sua movimentação para a comunidade vizinha à Rocinha e notificou a polícia do Rio. As diligências apontam que Dadá é chefe da facção criminosa Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), com atuação nas regiões de Caraíva e Trancoso. Durante a operação desta segunda-feira, ele conseguiu fugir através de uma passagem secreta, evitando a captura.
A operação destacou os desafios no combate ao crime organizado em áreas urbanas densas e a vulnerabilidade de turistas em locais com alta incidência de violência. Autoridades continuam em busca do traficante foragido, enquanto avaliam os impactos da ação na segurança pública e no turismo local.



