Mulher é presa no Rio suspeita de aplicar golpes se passando por advogada e funcionária pública
Policiais civis da 61ª DP (Xerém) efetuaram a prisão de uma mulher suspeita de aplicar golpes financeiros ao se passar por advogada e também por funcionária pública. De acordo com as investigações conduzidas pela corporação, a acusada utilizava nomes de juízes para conferir credibilidade às suas abordagens e alegava possuir influência no Poder Judiciário, prometendo facilidades em processos legais em troca de valores em dinheiro.
Modus operandi detalhado pela polícia
Segundo relatos da Polícia Civil, a suspeita se apresentava às vítimas como chefe de gabinete de uma magistrada e oferecia auxílio para resolver pendências judiciais diversas. Para convencer os envolvidos, ela afirmava contar com escritórios próprios e uma equipe de advogados, uma estrutura que, conforme apuraram os agentes, não existia na realidade.
Em um dos casos já identificados pelas autoridades, o prejuízo financeiro supera a marca de R$ 53 mil para uma única vítima. A investigação detalha que um empresário chegou a realizar transferências bancárias superiores a R$ 51 mil via PIX e ainda entregou aparelhos de ar-condicionado à acusada. A companheira desse empresário também teria sido convencida a efetuar um pagamento de aproximadamente R$ 30 mil, após a suspeita prometer assistência em outro processo judicial.
Contato mantido e descoberta da fraude
Após receber os valores, a mulher continuava mantendo contato frequente com as vítimas, apresentando justificativas elaboradas para eventuais atrasos e tentando prolongar a aplicação do golpe. Com o passar do tempo, foi descoberto que ela não possui registro como advogada, não tem qualquer vínculo empregatício ou funcional com o Judiciário e teria atuado apenas como ex-estagiária em algum momento anterior.
A polícia afirma que existem indícios concretos de outras vítimas que sofreram com o mesmo tipo de abordagem fraudulenta. As autoridades policiais fazem um apelo para que pessoas que tenham passado por situação semelhante procurem uma delegacia para registrar ocorrência e contribuir com as investigações em andamento.
Medidas judiciais e bloqueios determinados
Durante a investigação, os agentes também solicitaram à Justiça a prisão preventiva da suspeita, além do bloqueio de contas bancárias associadas e a apreensão de materiais que possam ajudar a identificar outros crimes e possíveis vítimas. Segundo a polícia, a medida busca impedir a prática de novos golpes e garantir a recuperação de parte do dinheiro perdido pelas vítimas já identificadas.
O caso segue sob análise aprofundada, com a possibilidade de novos desdobramentos à medida que mais informações forem coletadas e outras vítimas se apresentarem às autoridades competentes.



