Polícia Civil investiga morte de empresária após lipoaspiração em São Luís
A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) está conduzindo uma investigação minuciosa sobre a morte da empresária Ariene Rodrigues Pereira, natural da cidade de Pinheiro, localizada no interior do estado. O trágico evento ocorreu na noite de terça-feira, dia 20, na capital São Luís, após a vítima se submeter a um procedimento de lipoaspiração em uma clínica particular da região.
Detalhes do caso e investigação policial
O caso está sendo apurado pelo 13º Distrito Policial do Cohatrac, que já iniciou os trâmites legais necessários. Nos próximos dias, a polícia planeja intimar testemunhas, familiares da falecida e os profissionais de saúde responsáveis pelo procedimento cirúrgico, com o objetivo de esclarecer todos os fatos relacionados ao incidente.
Além disso, o distrito policial requisitará perícias técnicas especializadas, cujos resultados são fundamentais para aprofundar as investigações e determinar as causas exatas da morte. Essas análises podem incluir exames médicos e avaliações forenses que ajudarão a reconstituir os eventos.
Circunstâncias do procedimento e óbito
De acordo com o boletim de ocorrência registrado pela família, o procedimento de lipoaspiração começou sem intercorrências aparentes. Ariene deu entrada na clínica por volta das 8 horas da manhã de terça-feira, mas por volta das 18 horas, ela sofreu uma parada cardiorrespiratória súbita.
O relatório médico detalha que foram realizadas manobras de reanimação intensivas por aproximadamente 19 minutos, incluindo o uso de medicações e desfibrilação. No entanto, a paciente não respondeu aos esforços de ressuscitação e foi declarada morta por volta das 20 horas.
Questões levantadas pela família e advogada
O boletim de ocorrência menciona condições clínicas pré-existentes da vítima, como hipotireoidismo e o uso contínuo de medicação específica. A família, porém, ainda não obteve confirmação sobre a realização de exames pré-operatórios ou uma avaliação de risco cirúrgico adequada antes do procedimento.
O prontuário médico só foi entregue aos familiares após a chegada da advogada da família, por volta das 23 horas. A advogada destacou que houve divergências e incoerências nas informações fornecidas pela clínica, questões que precisam ser rigorosamente apuradas para garantir justiça e transparência para todos os envolvidos.
Posicionamento do Conselho Regional de Medicina
Em nota oficial, o Conselho Regional de Medicina do Maranhão (CRM-MA) informou que, até o momento, não recebeu uma denúncia formal sobre o caso. A entidade está realizando um levantamento inicial para avaliar as circunstâncias do ocorrido e decidir se são necessárias medidas institucionais, como possíveis sanções ou orientações para profissionais da área.
Este caso levanta importantes discussões sobre a segurança em procedimentos estéticos e a necessidade de rigor nos protocolos médicos, especialmente em intervenções cirúrgicas que envolvem riscos à saúde.