Um crime chocante abalou a região de Alphaville, em Barueri, na Grande São Paulo, na última sexta-feira (16). Um médico abriu fogo e matou dois colegas após uma discussão motivada por uma disputa por contratos na área da saúde. O atirador foi preso em flagrante e a cena do crime foi registrada por câmeras de segurança.
Detalhes do crime e vítimas
As vítimas foram identificadas como Luís Roberto Pellegrini Gomes, de 43 anos, e Vinicius dos Santos Oliveira, de 35 anos. O autor dos disparos é Carlos Alberto Azevedo Filho, de 44 anos. De acordo com a Polícia Civil, o motivo do crime foi uma rixa antiga relacionada a contratos de gestão hospitalar.
Luís Roberto, que era cardiologista em um hospital municipal de Barueri, foi atingido por oito tiros. Seu velório e sepultamento ocorreram no domingo (18) em Rafard, interior de São Paulo. Vinicius, que trabalhava em unidades de saúde de Cotia e atuou no hospital de campanha durante a Covid-19, foi atingido por dois tiros. Ele foi velado e enterrado em Osasco, deixando esposa e um filho de um ano e meio.
Como aconteceu o assassinato
O delegado Andreas Schiffmann, em entrevista à TV Globo, explicou que Carlos e Luís Roberto eram sócios em empresas do setor e já tinham desentendimentos anteriores. No dia do crime, eles se encontraram em um restaurante. Após uma discussão que começou dentro do estabelecimento, a Guarda Municipal foi acionada, mas ao chegar não encontrou armas e apaziguou a situação, pedindo que todos se retirassem.
No entanto, ao saírem, Carlos Alberto conseguiu acesso a uma bolsa com uma pistola. Ele então efetuou dezenas de tiros contra as duas vítimas na calçada, em uma ação que, segundo o delegado, durou entre 15 e 20 segundos. Agentes da Guarda Civil que estavam no local renderam e algemaram o atirador rapidamente.
Prisão e investigações
Carlos Alberto foi preso em flagrante e, após audiência de custódia, teve a prisão convertida em preventiva. Ele foi encaminhado para a cadeia pública de Carapicuíba. A polícia apreendeu a arma do crime, cápsulas deflagradas, uma bolsa, diversos documentos e R$ 16 mil em dinheiro.
Investigadores descobriram que o médico já tinha sido preso em 2025 pelos crimes de racismo e agressão em Aracaju, Sergipe. Além disso, ele possuía apenas registro de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC), o que não permite o porte de arma para defesa pessoal. A arma usada no crime era uma pistola, e ele não tinha autorização para portá-la.
A polícia ainda apura o envolvimento de uma mulher que teria entregado a bolsa com a arma ao atirador. Novos depoimentos serão colhidos para esclarecer todos os detalhes do caso.