Julgamento histórico: acusados da maior chacina do DF começam a ser julgados
Julgamento da maior chacina do DF começa após três anos

Julgamento histórico da maior chacina do Distrito Federal tem início em Planaltina

Começou nesta segunda-feira, 13 de maio, o tão aguardado julgamento dos cinco acusados de assassinar dez membros de uma mesma família há três anos, em um caso que ficou registrado como a maior chacina já ocorrida no Distrito Federal. Parentes das vítimas compareceram cedo ao Fórum de Planaltina para acompanhar a sessão, demonstrando esperança por justiça após um longo período de espera.

Família aguarda justiça após tragédia familiar

Ismael da Silva Rocha, irmão de uma das vítimas, expressou seu desejo por uma resolução rápida: "Eu acho que deveria ter acelerado mais o processo. Espero que se faça justiça, que ponha todos atrás da grade e que paguem pelo que fizeram". O Ministério Público apontou os seguintes indivíduos como autores do crime, todos presos desde 2023:

  • Gideon Batista de Menezes
  • Horácio Carlos Ferreira Barbosa
  • Carlomam dos Santos Nogueira
  • Fabrício Silva Canhedo
  • Carlos Henrique Alves da Silva

Eles respondem por uma série de acusações graves, incluindo homicídio qualificado, extorsão, roubo, sequestro e ocultação de cadáver.

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Investigação revela planejamento meticuloso para tomada de propriedade

De acordo com a Polícia Civil, o grupo planejou meticulosamente por meses a execução dos dez integrantes da família. A investigação aponta que o objetivo principal era eliminar o proprietário de uma chácara e seus possíveis herdeiros, com a intenção de tomar posse do imóvel e posteriormente vendê-lo. A propriedade em questão, uma área verde de 20 mil metros quadrados localizada a aproximadamente 40 quilômetros do centro de Brasília, tornou-se o cenário central desta tragédia.

Detalhes chocantes do crime e descoberta dos corpos

Os investigadores concluíram que Marcos Antônio Lopes de Oliveira, patriarca da família, foi a primeira vítima, assassinada em dezembro de 2022. Seu corpo foi enterrado na casa utilizada como cativeiro. Para obter informações pessoais, contas bancárias e senhas, os acusados mantiveram algumas das vítimas amarradas e vendadas, executando-as dias depois. A descoberta dos corpos ocorreu de forma horrível:

  1. Seis corpos foram encontrados carbonizados em dois veículos abandonados em rodovias de Minas Gerais e Goiás.
  2. Outras três vítimas foram localizadas em uma cisterna na propriedade.

Posições da acusação e defesa no tribunal

João Darcs, advogado representante da família das vítimas, afirmou confiança nas provas: "Nós acreditamos que existe um conjunto probatório robusto, um conjunto probatório firme. A autoria delitiva de todos os acusados está evidenciada de forma muito segura, bem como a materialidade dos crimes". Por outro lado, as defesas de Fabrício Silva Canhedo e Carlomam dos Santos Nogueira negam veementemente as acusações. A defesa de Carlos Henrique Alves da Silva optou por se manifestar durante o plenário, enquanto as demais não se pronunciaram inicialmente.

Expectativas para a conclusão do processo judicial

A expectativa é de que o julgamento, que está sendo conduzido por um júri popular, se estenda até a próxima semana, refletindo a complexidade e gravidade dos crimes. Este caso não apenas chocou a comunidade local, mas também levantou questões sobre segurança e justiça no Distrito Federal, marcando um capítulo sombrio na história da região.

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