Gerente de instituição financeira é preso preventivamente no Pará por suspeita de aplicar golpes em idosos
Um gerente de uma instituição financeira foi preso preventivamente na quinta-feira, 16 de maio, na cidade de Capitão Poço, localizada no nordeste do estado do Pará. O indivíduo é suspeito de aplicar golpes contra clientes, com foco especial em idosos, aposentados, pensionistas e servidores públicos, segundo informações das autoridades policiais.
Investigação aponta prática reiterada de crimes patrimoniais
De acordo com a investigação em andamento, o suspeito é alvo de apuração por prática reiterada de crimes patrimoniais, especialmente estelionato. A polícia revelou que o homem atuava como funcionário da Crefisa e se aproveitava da confiança das vítimas, além de ter acesso a dados pessoais sensíveis. O g1 solicitou um posicionamento da instituição financeira, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem.
Estratégia criminosa envolvia acesso a documentos e celulares
A estratégia utilizada pelo suspeito, conforme detalhado pelas investigações, consistia em solicitar documentos, fotos e até acesso ao celular das vítimas sob o pretexto de realizar uma "atualização cadastral". Após essa etapa, empréstimos e renegociações financeiras começavam a aparecer nos nomes dos clientes sem qualquer tipo de autorização prévia, causando prejuízos significativos.
Vítimas relatam prejuízos financeiros substanciais
Os relatos reunidos pela polícia apontam um padrão claro de atuação criminosa. Em um dos casos, uma vítima afirmou que um empréstimo no valor de R$ 1.500 foi realizado após uma visita do suspeito à sua residência. Outro relato envolve um idoso com limitação visual, que declarou nunca ter contratado um empréstimo que chegou a R$ 16.380. Em um terceiro caso, um idoso relatou o aparecimento de um empréstimo de R$ 17.460 após contato com o investigado, evidenciando a gravidade dos danos causados.
Ministério Público apoia prisão preventiva
O Ministério Público se manifestou a favor da prisão preventiva do gerente, destacando fatores como a repetição dos crimes, o número elevado de vítimas e os prejuízos financeiros causados. O órgão também apontou a necessidade de garantir a ordem pública e econômica, além de considerar os indícios de prática contínua de infrações penais, que justificam a medida cautelar.
Este caso reforça a importância de medidas de proteção para grupos vulneráveis, como idosos, no contexto de transações financeiras, e destaca a atuação das autoridades para combater fraudes que exploram a confiança e a vulnerabilidade das vítimas.



