Ex-vereador do Ceará e pai são presos por latrocínio de idoso no Piauí
Ex-vereador e pai presos por latrocínio de idoso no Piauí

Ex-vereador do Ceará e pai são presos por latrocínio de idoso no Piauí

A Polícia Militar do Ceará efetuou a prisão do idoso Sebastião Coelho na tarde desta segunda-feira (20), conduzindo-o à Delegacia de Polícia Civil no município de Tianguá. Ele é pai do ex-vereador Juliano Magalhães, conhecido como "Juliano Importados", e ambos são considerados mentores do crime de latrocínio contra um idoso no Piauí, ocorrido no início de abril.

Captura e integração policial

Sebastião foi capturado na CE-187 em uma ação integrada com a Polícia Civil do Piauí, após ser considerado foragido. A prisão encerra os cinco mandados de prisão expedidos pela Justiça do Piauí, que estavam sendo cumpridos nesta segunda-feira. Juliano e o pai devem passar por audiência de custódia, e o delegado Matheus Zanatta afirmou que o local onde a dupla ficará presa depende da decisão judicial.

Quem é o ex-vereador preso

O ex-vereador por Tianguá, Juliano Magalhães Coelho, de 43 anos, foi preso na tarde desta segunda-feira, suspeito de latrocínio contra Antônio Pereira de Carvalho, de 77 anos, conhecido como "Totonho". O crime ocorreu no início de abril no estado do Piauí. Juliano exerceu o mandato como vereador entre 2021 e 2024, tentou a reeleição, mas ficou entre os suplentes. Além da carreira política, ele é empresário do ramo de veículos de carga e possui uma loja de tecnologia no centro da cidade.

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A prisão de Juliano ocorreu em uma chácara localizada no sítio Riachinho, em uma área de difícil acesso no município de Tianguá. Ele é acusado de latrocínio após a vítima demonstrar interesse em um veículo de sua propriedade. Pouco antes do crime, Juliano chegou a gravar um vídeo com a vítima, desejando-lhe felicidades com a aquisição do caminhão.

Detalhes do crime

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), Antônio Pereira foi abordado por dois homens que chegaram à sua casa de motocicleta na localidade Ponto Belo, zona rural de Batalha (PI), com o pretexto de negociar madeira. Após serem conduzidos até um galpão, os suspeitos anunciaram o assalto, renderam o idoso, amarraram suas mãos e pés, e o amordaçaram. Eles subtraíram um cofre contendo cerca de R$ 500 mil e fugiram com o caminhão que Antônio havia comprado de Juliano.

O idoso foi encontrado desacordado, com marcas de violência, e não resistiu após ser socorrido. O laudo pericial apontou que a vítima sofreu um infarto, provocado pelo intenso estresse físico e emocional durante a ação criminosa, caracterizando o crime de latrocínio. No dia seguinte ao crime, o caminhão foi localizado incendiado às margens da rodovia PI-110.

Investigações e premeditação

As investigações da Polícia Civil do Piauí indicaram que o crime foi premeditado, com divisões de tarefas entre os suspeitos. Juliano e o pai Sebastião Fernandes teriam atuado no levantamento de informações sobre a vítima, enquanto outros três suspeitos participaram diretamente do assalto. A polícia destacou o uso de diferentes veículos para a execução e fuga, reforçando a atuação coordenada do grupo.

Os suspeitos estiveram no local dias antes do crime, ocasião em que tiveram acesso ao galpão e visualizaram o cofre, o que evidencia a premeditação. Durante o cumprimento dos mandados de prisão e busca e apreensão em Tianguá e Barras, os agentes apreenderam armas de fogo, munições, aparelhos celulares e uma quantia em dinheiro.

Declarações das autoridades

O delegado titular de Barras, Welder Melo, afirmou: "Desde o primeiro momento, tratamos o caso com o nível de prioridade que ele exige, conduzindo diligências contínuas e integradas, com análise criteriosa de cada elemento colhido. A investigação avançou com base em provas técnicas consistentes, o que nos permitiu identificar a atuação de cada envolvido na dinâmica criminosa."

O superintendente de Operações Integradas da SSP, delegado Matheus Zanatta, destacou a gravidade do caso: "Trata-se de um crime extremamente grave, praticado contra um idoso, com planejamento e divisão de tarefas. A atuação integrada foi essencial para identificar os envolvidos e avançar na responsabilização de todos."

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O g1 não localizou a defesa do ex-vereador e de seu pai para comentários. Juliano também foi investigado por incitar o suicídio da própria mulher em agosto de 2024, mas o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) não retornou sobre o andamento do processo.