Casais são presos em flagrante por uso indevido de viatura oficial da Polícia Civil
A delegada Wanessa Santana Martins Vieira, de 38 anos, e seu marido, o advogado Renan Rachid Silva Vieira, também de 38 anos, foram presos em flagrante nesta terça-feira (11) na Região da Pampulha, em Belo Horizonte. A prisão ocorreu após o advogado ser flagrado conduzindo uma viatura oficial descaracterizada da Polícia Civil de Minas Gerais, veículo que era destinado ao uso profissional da esposa delegada.
Peculato e apropriação de bem público
Renan Rachid foi preso pela Corregedoria da Polícia Civil por peculato, crime caracterizado pela apropriação de bem público. A delegada Wanessa Santana, que trabalhava em uma delegacia de São José da Lapa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi ouvida e também teve a prisão em flagrante ratificada pelo mesmo crime.
Após os procedimentos de polícia judiciária, o advogado foi encaminhado ao sistema prisional e a servidora à Casa de Custódia da Polícia Civil. As investigações prosseguem, informou a nota oficial da corporação, que ressaltou sua oposição a desvios de conduta dos servidores.
Histórico criminal do advogado
Fontes policiais confirmaram que Renan Rachid já era investigado por diversos crimes antes da prisão desta terça-feira. Entre as acusações estão estelionato, agiotagem e ameaça. Segundo as denúncias, o suspeito atuava como agiota, falsificava cheques, aplicava golpes e ameaçava vítimas com agressão, perseguição e morte.
Em 2019, o advogado foi denunciado pela empresa onde trabalhava como funcionário. Ele teria falsificado um cheque no valor de R$ 6 mil e repassado para parentes empresários, que passaram a cobrar a quantia da antiga empregadora. A vítima teria sido ameaçada de morte por Renan após tentar resolver a situação.
Novas denúncias em 2024 e 2025
Em 2024, o suspeito emprestou dinheiro para uma empresa de peças, com a dívida acumulando juros até chegar a R$ 400 mil. Quando a empresa não conseguiu pagar, Renan teria ido ao local e ameaçado funcionários e proprietários, prometendo agredir e matar as vítimas e seus parentes.
Já em 2025, ele teria vendido uma casa em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, que já estava penhorada. Recebeu R$ 50 mil como adiantamento de uma compradora, mas, após ela descobrir que não seria possível transferir o imóvel, o suspeito não devolveu o valor e ainda cobrou o total da venda, de R$ 800 mil.
A defesa de Renan Rachid e Wanessa Santana não se manifestou até a publicação desta reportagem. O caso segue sob investigação da Polícia Civil de Minas Gerais.



