Delegada e marido advogado são presos por peculato em Belo Horizonte
A Justiça determinou a soltura, na noite desta quarta-feira (11), da delegada Wanessa Santana Martins Vieira e do advogado Renan Rachid Silva Vieira, seu marido. Os dois foram presos em flagrante na terça-feira (10) sob a acusação de peculato, crime caracterizado pela apropriação de bem público.
Liberdade provisória sob fiança
Durante a audiência de custódia, a juíza Juliana Beretta Kirche Ferreira concedeu liberdade provisória aos investigados, condicionada ao pagamento de uma fiança no valor de R$ 5.673,50 para cada um. A decisão judicial ocorreu após a análise dos autos do caso, que envolve o uso indevido de um veículo oficial da Polícia Civil de Minas Gerais.
Entenda o caso de peculato
Segundo informações da Corregedoria da Polícia Civil, o advogado Renan Rachid, de 38 anos, utilizou um carro da Polícia Civil para fins pessoais. O veículo estava sob a responsabilidade da delegada Wanessa Santana, sua esposa. O homem foi flagrado conduzindo a viatura oficial, que estava descaracterizada da polícia, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte.
A prisão foi realizada pela própria Corregedoria, que apurou que Renan Rachid estava indo ao trabalho com o automóvel público. A Polícia Civil informou que a delegada foi ouvida e também teve a prisão em flagrante por peculato ratificada pelas autoridades.
Histórico criminal do advogado
O advogado Renan Rachid já era investigado por outros crimes, incluindo estelionato, agiotagem e ameaça, conforme confirmado por fontes policiais. Este histórico agravou a situação do casal, embora a liberdade provisória tenha sido concedida com base nas circunstâncias específicas do caso de peculato.
O uso indevido de viaturas policiais é uma prática severamente reprimida pela legislação, pois compromete a integridade do patrimônio público e a confiança na instituição. A Corregedoria segue apurando os detalhes para possíveis medidas disciplinares contra a delegada envolvida.



