Manobra da defesa de Jairinho beneficia Monique, que ganha liberdade
Em uma reviravolta no Tribunal do Júri nesta segunda-feira, 23 de março de 2026, a defesa do ex-vereador carioca Dr. Jairinho abandonou o julgamento do Caso Henry Borel, o que acabou beneficiando diretamente Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, de 4 anos, morto em 2021. Com a saída dos advogados, a sessão precisou ser adiada, e a juíza Elizabeth Machado Louro decidiu pelo relaxamento da prisão de Monique, considerando que sua manutenção configuraria constrangimento ilegal.
Impacto do adiamento no julgamento
O adiamento do julgamento ocorreu porque os advogados de Jairinho se retiraram do processo, impedindo a continuidade da sessão. A juíza Elizabeth Machado Louro argumentou que Monique não poderia ser prejudicada por essa situação, já que ela não contribuiu para o impedimento. "O adiamento do julgamento do acusado Jairo acarreta, inevitavelmente, o julgamento da acusada Monique, que em nada contribuiu para a situação que impediu a realização da sessão", justificou a magistrada em sua decisão.
Contexto do Caso Henry Borel
Jairinho e Monique Medeiros são acusados pelo envolvimento no assassinato do menino Henry Borel. Segundo o Ministério Público, Jairinho, padrasto da criança, foi denunciado como executor das agressões que levaram à morte, enquanto Monique é acusada por omissão diante dos maus-tratos sofridos pelo filho. O caso, que chocou o Brasil em 2021, continua a gerar debates sobre justiça e responsabilidade parental.
Repercussões da decisão judicial
A decisão de soltar Monique Medeiros levanta questões sobre os procedimentos legais em casos de adiamento de julgamentos. Especialistas em direito penal destacam que a manobra da defesa de Jairinho pode ter sido uma estratégia para atrasar o processo, mas a justiça priorizou evitar danos a Monique. A situação ilustra como manobras processuais podem impactar diretamente a liberdade dos envolvidos, especialmente em casos de alta complexidade como este.
O Caso Henry Borel segue em andamento, com novas datas a serem definidas para o julgamento de Jairinho. Enquanto isso, Monique Medeiros aguarda em liberdade, sob as condições estabelecidas pela justiça, enquanto a sociedade acompanha atentamente os desdobramentos deste trágico episódio que expôs falhas na proteção infantil e no sistema judicial brasileiro.



