Homem é condenado por transportar ouro ilegal após fuga a 190 km/h em Roraima
Condenado por ouro ilegal após fuga a 190 km/h em Roraima

Condenação por transporte de ouro ilegal após fuga em alta velocidade em Roraima

Um homem foi condenado pela Justiça Federal a cumprir um ano e oito meses de prisão pelo crime de transporte de ouro extraído de garimpo ilegal. O material, avaliado em R$ 123,5 mil pela Polícia Federal, pesava aproximadamente 463 gramas e foi apreendido durante uma operação de fiscalização na BR-174, em Boa Vista, capital de Roraima, no mês de abril de 2022. A sentença judicial determinou que a pena seja convertida em prestação de serviços comunitários e o pagamento de dois salários-mínimos, atendendo a um pedido do Ministério Público Federal.

Perseguição em alta velocidade e flagrante do crime

Durante um patrulhamento de rotina realizado pela Polícia Rodoviária Federal, o motorista do veículo suspeito tentou fugir ao avistar a equipe de fiscalização. Iniciou-se então uma perseguição policial que percorreu um trecho de cinco quilômetros, com o condutor realizando ultrapassagens perigosas e atingindo a velocidade máxima de 190 quilômetros por hora. Após ser interceptado pelas autoridades, o homem confessou imediatamente o delito e indicou o local onde o minério estava escondido no interior do automóvel.

Os pacotes contendo o ouro foram encontrados embaixo do banco do passageiro, divididos em pequenas porções. As embalagens apresentavam anotações manuscritas com nomes e números de telefone, o que, segundo os investigadores da Polícia Federal, sugere fortemente que o material seria distribuído para outras pessoas envolvidas no comércio ilegal do minério. O laudo pericial confirmou que o ouro possuía alto teor de pureza, atingindo 91%, e suas características físicas indicavam extração manual sem qualquer processo de refino industrial, comprovando a origem em garimpo clandestino.

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Antecedentes criminais e impactos ambientais do garimpo ilegal

O condenado já possuía registros de antecedentes criminais por infrações relacionadas a armas de fogo, o que resultou na perda do direito de celebrar um acordo judicial que poderia ter evitado o processo e o subsequente julgamento. Em sua ação, o Ministério Público Federal destacou os graves danos ambientais causados pela atividade de garimpo ilegal, especialmente a contaminação dos rios da Região Norte por mercúrio, substância tóxica que afeta diretamente a saúde das populações indígenas e comunidades ribeirinhas.

De acordo com a legislação brasileira, o transporte de ouro exige autorização prévia da Agência Nacional de Mineração, órgão responsável por regular a atividade mineral no país. O ouro apreendido durante a operação será devolvido à União, seguindo os trâmites legais estabelecidos para bens apreendidos em crimes contra a ordem econômica e o meio ambiente.

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