Advogada argentina acusada de racismo no Rio enfrenta denúncia por roubo de carro de ex-namorado
Advogada argentina de caso de racismo é denunciada por roubo de carro

Advogada argentina envolvida em polêmica racial enfrenta nova acusação criminal por suposto roubo de automóvel

A advogada argentina Agostina Páez, que ficou conhecida internacionalmente após ser detida no Rio de Janeiro por uma acusação de racismo, agora enfrenta um novo processo criminal em seu país natal. Segundo informações divulgadas pelo jornal Clarín nesta quarta-feira, 15 de abril de 2026, um ex-namorado apresentou denúncia formal contra Páez, alegando que ela se recusou a devolver um veículo emprestado durante o relacionamento.

Denúncia detalha suposta apropriação indébita de automóvel Citroën Cactus

De acordo com a queixa apresentada pelo dentista Javier Zanoni, que morou por três anos com a advogada, Páez teria recebido um automóvel modelo Citroën Cactus por empréstimo, mas não o devolveu após o término do relacionamento. Zanoni afirma ter feito diversos apelos pela devolução do veículo, tanto pessoalmente quanto por telefone, sem obter resposta positiva da ex-companheira.

"Ele foi paciente devido à situação dela, mas já havia solicitado educadamente a devolução", declarou a advogada do dentista, Elizabeth Maldonado, em entrevista à imprensa local. O denunciante apresentou registro e documentação do veículo em seu nome, abrindo uma denúncia criminal por apropriação indébita e abuso de confiança em um tribunal de La Banda, na província de Santiago del Estero, onde ambos residem.

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Versão alternativa defende que carro era presente do pai da advogada

Pessoas próximas a Agostina Páez, no entanto, apresentam uma versão completamente diferente dos fatos. Segundo fontes não identificadas ouvidas pelo Clarín, a história do Citroën Cactus teria início em 2024, quando o pai da advogada, Mariano Páez, adquiriu o veículo como presente para a filha recém-formada em Direito.

"É uma farsa maior que o estádio da Copa do Mundo que temos em Santiago", afirmou uma das fontes anônimas. De acordo com essa narrativa alternativa, Mariano teria registrado o automóvel no nome do genro por motivos não divulgados, e agora o ex-namorado estaria utilizando o carro como forma de retaliação pelo término do relacionamento.

Contexto anterior: detenção no Brasil por acusação de racismo

Agostina Páez ganhou notoriedade no Brasil após ser flagrada em um vídeo que viralizou nas redes sociais, onde aparecia imitando um macaco em direção a dois funcionários de um bar carioca. O incidente teria ocorrido durante uma discussão com trabalhadores do estabelecimento devido a um erro no pagamento da conta.

Nas imagens, Páez é vista já na rua, imitando sons e movimentos de primata enquanto uma outra mulher tenta levá-la embora do local. Testemunhas relataram que a advogada também teria chamado as vítimas de "mono" (macaco, em espanhol) e "negro" no sentido pejorativo. O caso resultou em sua detenção por três meses no Rio de Janeiro antes de retornar à Argentina.

O novo processo criminal na Argentina ocorre em meio à continuidade das investigações sobre o caso de racismo no Brasil, mantendo Agostina Páez no centro de controvérsias jurídicas em dois países diferentes. As autoridades argentinas ainda não se pronunciaram oficialmente sobre o andamento da denúncia por suposto roubo de automóvel.

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