Homem é preso por caça ilegal na Floresta Fóssil de Teresina; sagui ferido morre após resgate
Caça ilegal em Teresina: homem preso, sagui ferido morre

Homem é preso por caça ilegal na Floresta Fóssil de Teresina; sagui ferido morre após resgate

Um homem foi detido em flagrante sob suspeita de praticar caça ilegal na Floresta Fóssil, localizada em Teresina, capital do Piauí. Durante a ocorrência, policiais militares resgataram um sagui que havia sido atingido por um tiro de arma de pressão, mas o animal, infelizmente, não resistiu aos ferimentos e morreu menos de 24 horas após o incidente.

Detenção e apreensão de equipamentos

Os agentes da lei apreenderam uma espingarda de pressão e munições do tipo chumbinho durante a ação policial. O suspeito foi conduzido imediatamente à Central de Flagrantes da capital, onde foi autuado formalmente por maus-tratos à fauna silvestre. Apesar da detenção inicial, ele foi liberado posteriormente, conforme os procedimentos legais.

Morte do sagui e limitações legais

O macaco sagui foi levado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS) em Teresina, onde recebeu atendimento veterinário especializado. No entanto, os ferimentos provocados pelo disparo foram tão graves que o animal não sobreviveu. A delegada Adília Klein, da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, explicou que a legislação atual só admite prisão em flagrante por maus-tratos quando a vítima é um cão ou gato, o que limitou as medidas mais severas contra o suspeito neste caso.

Andamento do processo e investigações

O suspeito foi interrogado pelas autoridades, e todo o procedimento investigativo já foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário para análise e decisão. A polícia ainda aguarda a conclusão das perícias técnicas tanto na arma apreendida quanto no corpo do sagui, que são essenciais para embasar as acusações e possíveis penalidades.

Este incidente reforça a importância da proteção ambiental e do combate à caça ilegal, especialmente em áreas de preservação como a Floresta Fóssil. A comunidade local e as autoridades continuam vigilantes para coibir práticas que ameaçam a biodiversidade da região.